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57 países lançam marco global contra combustíveis fósseis

Documento conjunto, apresentado em Londres, é o primeiro marco internacional para a transição fora dos fósseis, alinhado à COP30 e à descarbonização global

Entrega do documento aconteceu em Londres e contou com a presença do secretário-geral da ONU, António Guterres, e a ministra colombiana Irene Vélez Torres (Wilder García/ Ministry of Environment and Sustainable Development of Colom)
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  • 57 países contribuíram para entregar o primeiro marco internacional para a transição fora dos combustíveis fósseis, apresentado durante a Semana do Clima de Londres.
  • O documento foi entregue à presidência da COP30, com a participação de líderes presentes, como o secretário-geral da ONU.
  • Cerca de 75 mil pessoas participaram do evento em Londres, onde também foi anunciado o relatório sobre a transição energética.
  • O relatório indica que, embora haja avanço, a transição segue travada por dependências econômicas históricas, custo de capital e acesso a financiamentos. Combustíveis fósseis respondem por mais de 75% das emissões globais.
  • Além disso, nove governos lançaram a campanha Electrify Now, visando elevar a participação da eletricidade no consumo final de energia para 35% até 2035; a segunda conferência sobre o tema ocorrerá em 2027, coorganizada por Tuvalu e Irlanda.

Oito dias após a madrugada de recorde de calor na Europa, 57 países apresentaram um marco global para a transição energética. O documento foi entregue à presidência da COP30 durante a Semana do Clima de Londres. O ato marcou a primeira visão internacional para tirar os combustíveis fósseis do centro das políticas energéticas.

A coalizão, liderada pela Colômbia, reuniu delegações em Londres para oficializar o texto. O secretário-geral da ONU, António Guterres, esteve presente, assim como a ministra colombiana do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Irene Vélez Torres. O evento ocorreu na terça-feira, 23, no contexto da semana climática.

Entre os presentes, brasileiros e outros líderes relataram transtornos de mobilidade causados pelo calor extremo, especialmente nos sistemas de transporte público. A cidade, segundo relatos, enfrentou dificuldades com metrôs e serviços que sofrem outra pressão por causa das altas temperaturas.

O marco, elaborado ao longo de seis meses, contou com contribuições de 57 países que juntos respondem por cerca de 30% da demanda de energia mundial e 20% da oferta global. O relatório final foi apresentado aos participantes da Semana do Clima em Londres.

Os organizadores destacam que a transição já começa a ocorrer em diversas regiões, porém enfrenta entraves. As principais barreiras apontadas são dependência histórica de petróleo, alto custo de capital e endividamento de países em desenvolvimento, além do acesso ao financiamento da transição.

Ainda segundo o documento, as emissões de gases de efeito estufa associadas aos combustíveis fósseis respondem por mais de 75% do total global. O relatório recomenda alinhar comércio, dívida, tributação, investimento e finanças com a meta de descarbonização.

Ao lado do marco, nove governos lançaram a campanha Electrify Now, incluindo o Reino Unido e a Turquia, anfitriã da COP31. A iniciativa visa elevar a participação da eletricidade no consumo final de energia para 35% até 2035 e conta com apoio da Agência Internacional de Energia.

O relatório de fósseis traz 1.238 propostas concretas e 607 contribuições escritas, que devem orientar próximos passos e negociações. A próxima edição da conferência sobre o fim dos combustíveis fósseis ocorrerá em 2027, coorganizada por Tuvalu e Irlanda.

Do clima à economia: mudanças estratégicas

O documento enfatiza que políticas climáticas isoladas não bastam. Para avançar, é necessário articular ações em três eixos: planos nacionais de transição, reforma de arquitetura financeira e descarbonização de balanças comerciais.

Perspectiva global e impacto

Os signatários argumentam que abandonar os fósseis não é apenas uma meta ambiental, mas uma transformação econômica com implicações de soberania energética, especialmente para o Sul Global.

Próximos passos

Os organizadores planejam aprofundar a implementação das ações acordadas e buscar maior alinhamento entre negociações climáticas, comércio e desenvolvimento. A segunda conferência está prevista para 2027, com foco em roteiros regionais e cooperação financeira.

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