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Terremotos na Venezuela: imagens da destruição

Terremotos de grande magnitude atingem a Venezuela, deixando 164 mortos e 971 feridos; autoridades alertam que o número de vítimas pode subir

Pessoas se reúnem enquanto equipes de emergência atuam no local de prédio desabado em Caracas após terremotos 25 de junho de 2026 REUTERS/Leonardo Fernández Viloria • REUTERS
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  • Dois terremotos de grande magnitude atingiram a costa norte da Venezuela na noite de quarta-feira, 24 de junho de 2026.
  • O governo interino informou que são 164 mortos e 971 feridos; autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar.
  • O USGS aponta que um dos abalos foi o maior a atingir o país em mais de um século.
  • Em Caracas, equipes de emergência trabalham para resgatar sobreviventes entre escombros de prédios, com relatos de desabamentos e poeira.
  • Há registros de mais de 6.600 pessoas dadas como desaparecidas; um alerta de tsunami foi emitido e depois cancelado.

O litoral norte da Venezuela foi atingido na noite de quarta-feira por dois terremotos de grande magnitude. O país confirmou 164 mortes e 971 feridos até a tarde de quinta-feira, com expectativa de aumento no número de vítimas. O abalo foi considerado um dos maiores já registrados na região, segundo autoridades.

O tremor mais intenso atingiu áreas de Caracas e cidades vizinhas, após um primeiro abalo de forte impacto no litoral. O USGS aponta o evento como o maior da Venezuela em mais de um século. O epicentro ocorreu próximo à costa norte venezuelana.

Foram mobilizadas equipes de emergência em busca de sobreviventes entre escombros de prédios desabados, principalmente na capital. Cenas de pânico, poeira e estruturas parcialmente desintegradas foram observadas em várias vias urbanas.

Desdobramentos e impactos locais

Relatos de moradores narram impactos generalizados em casas e edifícios, com quedas de objetos, paredes e telhados. Moradores descreveram a sensação de tremor prolongado que se repetiu durante a noite em diferentes pontos da cidade.

Em Caracas, moradores e autoridades acompanharam a rápida mobilização de socorro, com apoio de bombeiros, polícia e equipes públicas. O aeroporto de Maiquetía também registrou registros temporários de danos estruturais e movimentação de pessoas.

Relatos de órgãos de assistência apontam que milhares de venezuelanos passavam a buscar abrigo e informações sobre parentes. Um site de rastreamento de desaparecidos, divulgado por opositores, indicava mais de 6.600 pessoas desaparecidas nas primeiras horas após o tremor.

Reações internacionais e cenário regional

Países da região e a Espanha ofereceram solidariedade e apoio humanitário. O Departamento de Estado dos EUA informou manter contato com autoridades venezuelanas e preparar ajuda emergencial conforme necessário.

O Brasil, em nota do Itamaraty, afirmou solidariedade ao governo e ao povo da Venezuela, desejando pronta recuperação aos feridos. O governo brasileiro destacou que não há brasileiros identificados entre as vítimas até o momento.

A Venezuela está numa zona de alta atividade sísmica, onde as placas do Caribe e Sul-Americana se encontram. A região já registrou grandes abalos no passado, com o terremoto de Mérida em 1812 como referência histórica.

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