- A Qantas anunciou a primeira rota sem escala entre Sydney e Londres, com inicio em outubro de 2027, usando jatos ultra-longos Airbus e previsão de cerca de vinte e dois horas de viagem.
- O percurso atualmente é feito com uma escala única em Cingapura; a nova rota eliminará a parada, reduzia o tempo total em cerca de quatro horas.
- Cerca de quarenta por cento dos assentos serão em classe premium (econômica premium, executiva ou primeira classe), com maior espaço para as pernas e uma área de bem-estar a bordo.
- O custo da passagem deve ficar cerca de vinte por cento mais alto do que a opção atual com escala, o que pode limitar a demanda.
- A decisão marca um avanço histórico para a Qantas, que tem enfrentado desafios operacionais nos últimos anos e busca reconquistar a confiança dos clientes com melhorias de serviço e pontualidade.
Ontem, a Qantas revelou a primeira rota sem escalas entre Sydney e Londres, marcando o que a companhia considera uma quebra de distância. O anúncio foi feito pela CEO Vanessa Hudson em Toulouse, na sede da Airbus, durante evento com foco em tecnologia de voos ultralongos.
A iniciativa, batizada de Project Sunrise, envolve aeronaves Airbus A350-1000 especialmente projetadas. A previsão é de que o trajeto tenha cerca de 22 horas de duração, reduzindo em cerca de quatro horas o tempo atual com escalas. A primeira operação está programada para outubro de 2027.
A rota Sydney-Londres nasceu na história da empresa como a Kangaroo Route, iniciada em 1947 com várias paradas. Hoje a Qantas planeja voar direto, com uma única escala possível apenas em Singapura em versões anteriores.
O modelo de negócio para o voo sem escalas aposta em uma maior oferta de premium e em apenas 60% de ocupação em classes econômicas, com o restante dividido entre empresa e primeira classe. A companhia também reforça o espaço de bem-estar a bordo para reduzir riscos de imobilidade durante a viagem.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacam o marco tecnológico, mas divergem sobre a demanda. A redução de paradas promete economias com taxas de aterrissagem, porém aumenta o custo relativo do combustível e a tarifa total para o passageiro.
A Qantas enfrenta ainda o desafio de restaurar confiança após períodos de atraso e problemas de pontualidade. Hudson afirma que melhorias em desempenho, experiência do cliente e confiabilidade são contínuas, sem afirmar conclusão. O projeto segue como teste crucial para a reputação da empresa.
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