- Relações entre a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e o presidente dos EUA, Donald Trump, deterioraram-se desde 2025, passando de ataques públicos a desentendimentos pessoais.
- Conflitos começaram com decisões na base de Sigonella, na Sicília, e após críticas de Trump ao papa, que Meloni considerou inaceitáveis.
- Em junho, encontros no G7 pareceram acalmar, mas Trump alegou que Meloni o teria implorado por uma foto no evento, o que Meloni negou veementemente.
- O ministro das Relações Exteriores italiano cancelou viagem a Washington e surgiram acusações sobre uso de bases italianas para ações contra o Irã.
- O futuro da relação fica em teste com a cúpula da Otan em Ancara no próximo mês, onde Trump e Meloni devem estar na mesma sala novamente.
Meloni e Trump vivem um acirrado afastamento público que se tornou difícil de reparar. O atrito entre a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se intensificou nos últimos meses, passando de ataques públicos para desmentidos pessoais.
A tensão começou a ganhar contornos diplomáticos quando, em abril, Trump criticou o Papa e Meloni reagiu de forma contundente, destacando a rejeição italiana a críticas externas. Em junho, na cúpula do G7 em Évian-les-Bains, houve uma aparente reaproximação, notícia que logo foi desmentida por novos relatos conflitantes.
Paralelamente, surgiram episódios em que Meloni foi alvo de comentários de Trump sobre supostas exigências de uma foto durante o encontro no evento. Meloni afirmou que as falas eram inteiramente fabricadas e que não há interesse de sua parte em dependência de aliados. A imprensa italiana acompanhou a troca de acusações entre os dois, com autoridades locais pedindo retratação.
Outra frente de atrito envolve bases militares: o governo italiano afirmou não ter autorizado operações de combate contra o Irã em território italiano, após declarações atribuídas a o secretário-geral da Otan. A controvérsia gerou reação diplomática, com o Itáliaprol que o país mantém acordos de base, mas sem autorizar ações militares diretas.
No cenário interno, a relação com Trump complica a posição de Meloni, já marcada por derrotas políticas recentes e pela proximidade com a França e com Emmanuel Macron. Analistas questionam como a premiê pretende reposicionar-se internacionalmente e manter a aliança com os Estados Unidos diante de divergências anteriores.
Entre diplomatas romanos, cresce a expectativa para a próxima reunião entre Meloni e Trump, prevista para o encontro da Otan em Ankara, no início do próximo mês. A imprensa local aponta que esse encontro será decisivo para definir se há possibilidade de normalização da relação entre os dois líderes.
Fontes oficiais destacam que, apesar dos atritos, não há desejo de ruptura completa nas relações entre Itália e Estados Unidos. A administração de Meloni continua buscando equilíbrio entre alianças europeias e a parceria transatlântica, mantendo a cooperação em temas de segurança e comércio conforme interesses nacionais.
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