- Planalto vê Flávio Bolsonaro tentando atuar como interlocutor do Brasil nas negociações com os Estados Unidos, ao participar de audiência pública em 6 de julho.
- O governo não enviará representante e as tratativas ficarão com o grupo de trabalho bilateral, já que a audiência é voltada a sociedade civil e setor privado.
- A participação de Flávio e a carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, são vistas como estratégia para conferir ao senador um status institucional que não possui.
- Apesar de achar difícil reverter a tarifa de 25% proposta pelo governo americano, o Planalto admite buscar uma negociação para reduzir impactos aos setores brasileiros.
- O grupo de trabalho entre Brasil e Estados Unidos deve se reunir antes de 15 de julho; há possibilidade de pedir mais tempo, com nova reunião entre o ministro Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer.
O governo do presidente Lula avalia que o senador Flávio Bolsonaro busca se posicionar como interlocutor do Brasil nas negociações com os Estados Unidos. Flávio, filiado ao PL, está inscrito para falar em audiência pública sobre a investigação comercial promovida contra o Brasil, marcada para 6 de julho.
A participação do senador na audiência, somada à carta enviada ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, é vista pela gestão federal como uma tentativa de conferir ao parlamentar um status institucional que ainda não possui. No Planalto, a leitura é de desgaste do deputado pela discussão sobre o tarifaço.
Tarifa estadunidense e caminhos da negociação
Apesar de considerar difícil reverter a proposta de 25% anunciada pelo governo dos EUA, o Planalto admite a possibilidade de abertura de negociações. A ideia é buscar soluções que minimizem impactos para setores da economia brasileira.
Integrantes do governo ressaltam que Washington tem obtido vantagens em negociações recentes com outras nações, e que o cenário político brasileiro limita concessões. O grupo de trabalho bilateral deve se reunir novamente antes de 15 de julho.
Agenda e próximos passos do governo
Prioriza-se a continuidade do diálogo por meio do grupo de trabalho conjunto Brasil-Estados Unidos, mantendo as tratativas restritas aos especialistas e setores privados. Uma nova reunião entre o ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial dos EUA é prevista.
Há expectativa de retomar contatos para observar prazos, com a possibilidade de solicitar mais tempo caso seja necessário. A agenda aponta continuidade das tratativas antes do marco de 15 de julho.
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