- Israel realizou um ataque com drone no sul do Líbano, afirmando ter atingido um indivíduo que representava ameaça às suas forças; a Reuters aponta Nabatieh al-Fawqa como local do ataque.
- As Forças de Defesa de Israel disseram que preparam uma “estadia estendida” na região de segurança do sul do Líbano, dentro de até 10 km do território.
- O líder do Hezbollah rejeitou o acordo-quadro dos EUA, acusando o governo libanês de ceder soberania e reiterando que a resistência armada continuará.
- O acordo prevê a retirada israelense da área sul de Litani, com o Exército libanês assumindo controle exclusivo do território, mantendo, porém, uma zona de segurança expandida para Israel.
- O conflito já deixou milhares de mortos, feridos e deslocados; um cessar-fogo de abril falhou e o acordo de junho buscava criar zonas-piloto sob controle exclusivo libanês.
Israel realizou um ataque com drone no sul do Líbano, um dia após assinatura de acordo-quadro para reduzir tensões na fronteira. O IDF disse ter alvejado um indivíduo que representava ameaça, sem detalhar identidades ou motivos.
A agência estatal do Líbano informou que o ataque atingiu a cidade Nabatieh al-Fawqa, no sul do país. Hezbollah, que não participou das negociações, denunciou o acordo e rejeitou a atuação de Beirute para limitar o território.
Resumo do acordo e reações
O acordo de quatro pontos, mediado pelos EUA, prevê a retirada de Israel da área sul litani, com o Exército libanês assumindo controle exclusivo do território desocupado. Contudo, Israel pode permanecer em uma zona de segurança expandida.
O ministro da Defesa de Israel afirmou que as forças devem se preparar para uma estadia prolongada na área de segurança, até 10 km dentro do território libanês. As partes não chegaram ao fim do conflito, que completa meses de hostilidades.
Dados oficiais apontam mais de 4,1 mil mortos em Lebanon desde o início da fase atual, com mais de 11,6 mil feridos e cerca de 1,2 milhão de deslocados. Israel informa 36 soldados e 4 civis mortos em ambos os lados.
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