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Renúncia de Starmer leva Reino Unido a ter sétimo premiê em 10 anos

Renúncia de Starmer abre caminho para sétimo premiê em dez anos, em meio a derrotas do Labour nas eleições locais e crise interna no governo

Fachada da casa 10 da Downing Street, residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, em Westminster, Londres
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  • O primeiro-ministro Keir Starmer renunciou, tornando-se o 7º premiê do Reino Unido em 10 anos.
  • A decisão foi anunciada na segunda-feira, 22 de junho de 2026, após queda de popularidade e perdas do Labour em eleições locais.
  • Andy Burnham pode se tornar o substituto de Starmer, já que conquistou uma cadeira no Parlamento em 18 de junho.
  • A crise inclui a nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos em 2024 e sua destituição em 2025, que levou a pedidos de demissão no gabinete.
  • A sequência de renúncias começou com David Cameron em 2016, após o referendo do Brexit, e já passou por Theresa May, Boris Johnson, Liz Truss e Rishi Sunak.

O Reino Unido enfrentará o sétimo premiê em 10 anos após a renúncia de Keir Starmer, anunciada nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026. A decisão ocorreu diante da queda de popularidade e da pressão interna no Partido Trabalhista. A mudança sugere novo desenho político no país.

A onda de desistências envolve derrotas do Labour nas eleições locais, com perdas expressivas na Inglaterra, Escócia e País de Gales. Na soma, o partido acumulou 1.498 assentos perdidos, refletindo insatisfação entre eleitores.

Starmer, que assumiu com o objetivo de liderar a oposição, deixa o cargo abrindo espaço para o favorito Andy Burnham? tornar-se primeiro-ministro. Burnham conquistou uma cadeira no Parlamento britânico em 18 de junho, fortalecendo sua posição interna.

Sequência de renúncias

Entre as causas da instabilidade, destaca-se a nomeação de Peter Mandelson para embaixador no fim de 2024. O ex-embaixador enfrentou questionamentos sobre ligações com casos de corrupção, gerando demissões de três altos funcionários do gabinete em setembro de 2025.

O histórico de renúncias no Reino Unido remonta ao governo de David Cameron, em 2016, no pós-Brexit. Theresa May assumiu, tentou aprovar o acordo de saída, mas não conseguiu consenso no Parlamento e deixou o cargo em 2019.

Boris Johnson sucedeu May em 2019 e comandou o Brexit, mas deixou o cargo após o escândalo Partygate e outras controvérsias. Em 2022, Liz Truss ficou pouco tempo, com medidas econômicas impopulares. Depois, Rishi Sunak assumiu.

Sunak permaneceu no poder até a atual eleição, convocando plebiscito em 2024 e resultando na vitória tática de Starmer. Em 2026, a crise interna do Labour se consolidou, levando Starmer a renunciar e abrindo espaço para o próximo premiê.

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