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Desconhecidos no deserto do Sudão oferecem abrigo a viajantes perdidos

No deserto do Sudão, moradores locais oferecem abrigo, café da manhã farto e recusam pagamento, destacando hospitalidade diante da pobreza

‘The villagers told us to stay. In a moment, they had emptied out a hut, put four beds in there, complete with fresh bedclothes and wished us goodnight.’ Composite: Victoria Hart/Guardian Design/Alamy
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  • Em 1987, o relatoário estava no Sudão, trabalhando para a agência de ajuda Care, pouco antes da tomada de poder de Omar al-Bashir.
  • Ao retornar de El Obeid para Khartoum, o motorista os perdeu e eles rodaram por oito horas, acabando próximos à cidade.
  • Uma vila simples ofereceu abrigo: quatro camas, roupas de cama limpas e hospitalidade noturna.
  • Pela manhã, prepararam um grande café da manhã com frutas, chá e pão, sem aceitar qualquer pagamento.
  • O autor destaca a generosidade dos moradores e critica o chauvinismo político e a demonização de pessoas por suas crenças.

Poucos meses após a crise de 1987, um relato de ajuda humanitária traz à tona a hospitalidade de moradores do deserto sudanês. Um grupo de estrangeiros perdeu-se entre El Obeid e Khartoum, no deserto, durante uma viagem noturna por vias não pavimentadas.

Eles, dois colegas, o motorista e o narrador, haviam saído ao entardecer para uma viagem que deveria durar seis ou sete horas. Por volta das 2 da manhã, o motorista parecia perdido, insistindo em direção norte-est, enquanto as estrelas indicavam o caminho oeste.

Ao avistarem uma vila de casulos de palha, os viajantes pediram orientação e foram recebidos pelos moradores. A comunidade ofereceu uma casa com quatro camas, roupas de cama e um bom descanso, sem cobrar pagamento, demonstrando hospitalidade.

Hospitalidade no deserto

Na manhã seguinte, os moradores prepararam um café da manhã farto com frutas, chá e pão. Mesmo em situação de extrema pobreza, eles recusaram qualquer pagamento, justificando que era dever ajudar pessoas em apuros e manter seus valores.

O narrador descreve a experiência como marcante, destacando a fidelidade aos próprios principios e a generosidade humana. O episódio também é usado para criticar julgamentos baseados em localização ou crenças, lembrando a humanidade comum.

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