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Famílias lideram buscas de corpos na Venezuela e protestam contra autoridades

Famílias lideram buscas por corpos em La Guaira; frustração com resgates lentos e a escalada de mortos ampliam pressão sobre autoridades

Vista aérea de equipes estrangeiras de resgate, da França e dos EUA, transportando uma vítima encontrada nos escombros de prédio em Caraballeda, no estado de La Guaira, na Venezuela
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  • Terremotos gêmeos, de magnitude sete vírgula dois e sete vírgula cinco, devastaram a Venezuela, com La Guaira entre os locais mais atingidos e ao menos 1.450 mortos oficialmente.
  • Familiares lideram buscas em La Guaira, escavando escombros com as próprias mãos e cobrando agilidade das equipes de resgate.
  • Em meio à destruição, houve relatos de resgates de sobreviventes após dias sob os escombros, incluindo dois meninos de 11 anos.
  • Moradores encontraram resistência e formaram cordões humanos para manter a área sob busca, atribuindo à atuação das autoridades lentidão e insuficiência.
  • Estimativas internacionais apontam que até 6,7 milhões de pessoas podem ter sido afetadas; 189 edifícios teriam caído e mais de 580 sofrido danos, com mais de 50 mil desaparecidos.

De La Guaira, venezuelanos relatam atuação de familiares em busca de parentes soterrados em meio aos escombros. A cidade ficou entre as áreas mais atingidas pelos terremotos que balançaram o país no final de junho.

Relatos apontam que famílias, sem experiência em resgate, ocupam corredores de edifícios como o Aguja Azul para tentar localizar entes queridos. O odor de corpos e o barulho de máquinas marcam o cenário de destruição.

O que aconteceu e onde

  • Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela em 24 de junho, com La Guaira entre as áreas mais impactadas.
  • O episódio coincidiu com feriado nacional da Batalha de Carabobo, deixando moradores em casa no momento do abalo.

Quem está envolvido

  • Familiares de desaparecidos lideram as buscas por corpos, principalmente nos prédios atingidos.
  • Equipes de resgate nacionais e estrangeiras atuam na região, enquanto moradores organizam truques improvisados para avançar.

Quando e por quê

  • O abalo ocorreu em 24 de junho; as buscas seguem sem prazo definido, com relatos de desmobilização de alguns resgates.
  • O esforço persistente ocorre apesar da fala de autoridades de que muitas estruturas estão comprometidas, elevando o risco de novos desmoronamentos.

Situação atual e dados oficiais

  • O governo venezuelano aponta pelo menos 1.450 mortos até o momento.
  • A Assembleia Nacional informou 189 edifícios colapsaram e mais de 580 sofreram danos em todo o país.
  • A ONU estima 6,7 milhões de pessoas afetadas e mais de 50 mil desaparecidos, com dados ainda sujeitos a verificação.

Desafios na linha de frente

  • Em La Guaira, moradores impedem a passagem de veículos que atrapalham o deslocamento de equipes e insumos.
  • Prédios públicos e privados aparecem com rachaduras e risco de desabamento, exigindo avaliações técnicas detalhadas.
  • Voluntários e equipes de resgate insistem na continuidade das buscas, enquanto órgãos oficiais avaliam a segurança estrutural de residências.

Desfecho e próximos passos

  • Casos de sobrevivência são atípicos depois de dias; ainda assim, relatos de resgates emergentes surgem esporadicamente.
  • Autoridades pedem que engenheiros civis se unam a equipes de avaliação para verificar a estabilidade de imóveis em áreas afetadas.

Fontes de referência

  • Relatos de familiares de desaparecidos e informações oficiais sobre o número de mortos, feridos e desabados foram veiculados pela imprensa brasileira, com acompanhamento de organismos internacionais sobre o alcance humano da catástrofe.

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