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Irlanda perde aliado com a saída de Sir Keir Starmer

Com a renúncia de Starmer, a Irlanda espera um reset nas relações com o Reino Unido e reforço da cúpula britano-irlandesa anual

PA Media Sir Keir Starmer (right) and Simon Harris drink a pint of Guinness during his visit to Chequers. Starmer has grey hair, wearing glasses, a white shirt burgundy tie, and dark trousers. Harris has grey hair, wearing a light blue shirt, burgundy tie and navy trousers. Both are holding up a pint of Guinness.
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  • O então primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, recebeu o taoiseach Simon Harris em Chequers, marco importante da relação internacional sob seu governo.
  • Os dois anunciaram a criação da cúpula anual Reino Unido-Irlanda e buscaram um “reset” nas relações, prejudicadas pelo Brexit.
  • Ministros do Fianna Fáil e do Fine Gael elogiaram a posição de Starmer sobre Ucrânia e União Europeia, destacando que ele não se desentendeu com ninguém.
  • Dublin teme que questões internas, como reformas e a economia, desviem a atenção da Irlanda com a ascensão de Andy Burnham à liderança britânica.
  • O legado envolve a necessidade de revogar imunidade conditional consolidada pelo Legacy Act; o governo de Starmer iniciou mudanças, sujeitas à aprovação no Parlamento.

Keir Starmer, que anunciou sua resignação nesta semana, tinha uma relação estreita com a República da Irlanda. Em Chequers, residência oficial do premiê britânico, o encontro com o então Taoiseach Simon Harris foi o primeiro sediado durante a gestão de Starmer. O objetivo era redefinir laços entre os dois países.

No encontro, realizado em 21 de julho de 2024, Harris presenteou Starmer com uma camisa de time irlandês, após o premiê britânico contar uma lembrança de lua de mel na Irlanda. A conversa também confirmou a criação de um cume anual Reino Unido-Irlanda, já previamente celebrado em Cork.

Relação entre Londres e Dublin

Os dois líderes anunciaram um redesenho das relações bilaterais, buscando superar tensões geradas pelo Brexit. A reunião em Chequers foi emblemática, já que Ireland foi o convidado internacional presente no primeiro evento desse tipo sob Starmer. A imprensa destacou que a coalizão trabalha para retomar o eixo com a UE.

Ministros de Fianna Fáil e Fine Gael que trataram com Starmer nos últimos dois anos elogiaram o posicionamento dele em relação à Ucrânia e à UE, destacando que não houve rupturas significativas com interlocutores britânicos. A avaliação é de que Starmer será lembrado pela estratégia externa, mas com ressalvas sobre questões econômicas internas.

Percepção em Dublin e cenários futuros

Em Dublin, há preocupação de que reformas internas e a conjuntura econômica possam deslocar a atenção para questões britânidas. Entre possíveis substitutos, Andy Burnham aparece como figura próxima à Irlanda, com vínculos já estabelecidos em visitas a Dublin e a Manchester.

A discussão sobre legado permanece aberta, especialmente após a promulgação de leis relativas ao passivo histórico dos conflitos na Irlanda do Norte. O governo britânico tem apresentado propostas para substituir imunidades condicionais, fortalecendo o diálogo com Dublin, embora ainda dependa de aprovação no Parlamento.

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