- O Reino Unido vai abandonar a substituição de destróieres obsoletos e adquirirá pelo menos seis Navios de Combate Comuns (CCV) para atuar como centros de controle de sistemas não tripulados.
- Os seis destróieres Tipo quarenta e cinco devem ser aposentados até o fim de 2038; os planos originais previam a substituição por uma classe Tipo oitenta e três.
- Os CCV serão híbridos, coordenando sistemas não tripulados no ar, na superfície e debaixo d’água; a entrega está prevista para o início da década de 2030.
- Quando em serviço, os CCV operarão ao lado de fragatas tripuladas e de outras embarcações autônomas planejadas.
- O anúncio ocorre em meio a mudanças no Ministério da Defesa: o ex-ministro John Healey deixou o cargo; o atual secretário de Defesa, Dan Jarvis, afirma foco em capacidades modernas, e o secretário de Habitação, Steve Reed, disse que a estratégia será divulgada nos próximos dias.
O Reino Unido decidiu abandonar a substituição direta de destróieres obsoletos por uma nova classe. Em vez disso, o Ministério da Defesa confirmou a aquisição de pelo menos seis Navios de Combate Comuns CCV para atuar como centros de controle de sistemas não tripulados.
Os seis destróieres Tipo 45 da Marinha Real devem sair de operação até 2038. O plano original previa a entrada da classe Tipo 83, mas o novo plano prioriza navios híbridos para drone warfare e capacidades de linha de frente.
Os CCVs serão usados para coordenar sistemas não tripulados no ar, na água e subaquáticos, conforme o ministério. A entrega está prevista para início da década de 2030, para operar junto a fragatas tripuladas.
A mudança faz parte do Plano de Investimento em Defesa, com foco em tecnologia de drones e capacidades modernas. O objetivo é manter a segurança do país com bases de fabricação no Reino Unido e geração de empregos.
O secretário de Defesa, Dan Jarvis, afirmou que os CCVs oferecerão embarcações híbridas aos marinheiros, criadas para enfrentar ameaças atuais. A construção deverá ocorrer no território britânico.
Segundo o ministério, os navios apoiarão já as operações com outros navios autônomos previstos, ampliando a integração entre sistemas tripulados e não tripulados.
A tensão política interna também marcou o noticiário. O ex-ministro John Healey deixou o cargo no início deste mês após divergências sobre o plano de investimentos, apontando falta de recursos.
Desde então, Jarvis tem redirecionado o guarda-chuva estratégico para prioridades de curto prazo, incluindo lanchas rápidas para comandos e drones de ataque avançados.
No domingo, o secretário de Habitação, Steve Reed, informou que uma estratégia mais ampla será divulgada em breve, com foco em preparação para guerras futuras, não apenas no passado.
O anúncio ressalta a mudança de rumo da defesa britânica, com ênfase em capacidades de drones, integração tecnológica e manufatura nacional.
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