- Roberto Sánchez liderou, em Lima, uma manifestação para contestar o resultado do segundo turno e pediu ajuda de organismos internacionais.
- Com 99,97% das atas apuradas, a Oficina Nacional de Processos Eleitorais aponta vitória virtual de Keiko Fujimori, com 50,13% dos votos válidos contra 49,86% de Sánchez.
- A diferença é de pouco mais de 49,2 mil votos e é considerada irreversível.
- A marcha foi convocada pelo partido Juntos pelo Peru, sob o lema defesa do voto popular.
- Sánchez afirmou que não reconhecerá eventual governo de Fujimori e acusou fraude nos votos no exterior, sem apresentar provas, anunciando recursos a instâncias internacionais.
Roberto Sánchez, candidato de esquerda à Presidência do Peru, liderou neste sábado uma manifestação em Lima para contestar o resultado do segundo turno, que aponta a vitória de Keiko Fujimori. O ato ocorreu cercado de apoiadores, com o objetivo de exigir transparência na apuração e anunciar recurso a órgãos internacionais.
Com 99,97% das atas apuradas, a Oficina Nacional de Processos Eleitorais marcou Keiko Fujimori como vencedora virtual, com 50,13% dos votos válidos contra 49,86% de Sánchez. A diferença gira em torno de 49,2 mil votos, considerada irreversível pela apuração.
A manifestação foi convocada pelo partido Juntos pelo Peru, com o lema defesa do voto popular. Durante o trajeto pelo centro de Lima, os organizadores repetiram o apelo pela transparência no processo eleitoral.
Pronunciamentos e desdobramentos
Antes da caminhada, Sánchez discursou a seus apoiadores a partir da sacada de um prédio, pedindo transparência e a avaliação de instâncias internacionais para que a vontade do povo seja reconhecida.
Desde a divulgação dos resultados preliminares, este é o segundo ato público organizado pelo partido, que tem repetido a rejeição de reconhecer um eventual governo de Fujimori. De forma não comprovada, Sánchez também sustentou a existência de irregularidades nos votos emitidos por peruano no exterior.
Apoiadores presentes defenderam a legalidade do voto popular e a continuidade de mobilizações para ampliar o escrutínio sobre o processo eleitoral. A sigla destacou que a apuração precisa ser completa e auditável.
O Peru vive forte cenário de instabilidade política desde 2016, com oito presidentes diferentes. O segundo turno de 2026 foi disputado entre Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, e Sánchez, considerado herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo, detido após tentativa de autogolpe em 2022. O novo mandatário tomará posse em 28 de julho, para um mandato de cinco anos.
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