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EUA dizem ter acordo com Irã para que ambos se afastem após troca de ataques

Estados Unidos e Irã concordam em recuar após troca de ataques; o estreito de Hormuz fica livre para tráfego, com negociações de cessar-fogo em curso

Reuters Vessels in the Strait of Hormuz as seen from Oman on 22 June, 2026.
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  • EUA e Irã teriam concordado em se “stand down” após troca de ataques, permitindo que navios atravessem o estreito de Hormuz de forma livre.
  • O acordo vem com a assinatura de um memorando de entendimentos de catorze pontos em meados de junho, incluindo passagem segura de navios comerciais sem cobrança por sessenta dias; Irã não comentou publicamente sobre parar ataques no estreito.
  • Mesmo com o acordo, ataques recentes entre as partes continuam, com ataques iranianos a uma carga no estreito e retaliações dos EUA contra alvos no Irã; o Irã respondeu com impactos a bases dos EUA no Kuwait e no Bahrein, sem relatos de vítimas.
  • O estreito de Hormuz é uma rota vital para o petróleo, e o espaço já esteve sob risco de interrupção após ações entre EUA, Israel e Irã no fim de fevereiro.
  • Nos cenários regionais, nos Estados Unidos facilitaram também um acordo-quadro entre Israel e Líbano, em meio a tensões com o Hezbollah e a busca por uma trégua mais estável.

O governo dos EUA e o Irã concordaram em “stand down” após uma sequência de ataques nas últimas semanas, conforme confirmação de uma autoridade americana. Vessels poderão transitar pelo estreito de Hormuz sem impedimentos, e as negociações para encerrar o conflito devem seguir.

A escalada ocorreu em torno do estreito de Hormuz, com acusações mútuas de violação de cessar-fogo. O acordo reforça a fala de que as ações militares se manteriam suspensas, enquanto as discussões continuam.

Na prática, o acordo de 14 pontos assinado em 17 de junho previa o fim imediato de operações militares em todas as frentes. Entre as medidas, Irã se comprometia a facilitar o trânsito de navios comerciais sem cobrança por 60 dias.

Três dias de ataques recentes reacenderam tensões, após um projétil iraniano ter atingido um cargueiro no estreito. Nos últimos dias, os EUA lançaram ataques retaliatórios contra alvos no Irã, em resposta à agressão contra o tráfego comercial.

No sábado, o Irã respondeu com ataques a bases americanas no Kuwait e no Bahrein. Os EUA afirmam que nenhum alvo foi atingido com gravidade, sem vítimas ou danos relatados.

Mudanças regionais

O estreito de Hormuz continua estratégico para o petróleo global, com o risco de novas interrupções no supply chain. Na sexta, os EUA também mediaram a assinatura de um acordo-quadro entre Israel e Líbano, visto como etapa para a paz duradoura.

Na região, o conflito entre forças israelenses e Hezbollah, apoiado pelo Irã, segue instável. O líder do Hezbollah rejeitou o acordo, acusando o governo libanês de violar a soberania do país.

No domingo, o Exército israelense informou ter atingido um túnel de 200 metros usado pelo Hezbollah, com alegação de abrigar armas. Segundo Israel, a ação foi comunicada ao premiê e ao ministro da Defesa do país.

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