- Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CPMMG), com 31 policiais militares, segue em missão internacional na Venezuela para resgatar vítimas sob escombros, chegando ao oitavo dia de operações.
- A intervenção exige avaliações de engenharia estrutural e escoramentos para evitar novos desabamentos, além de garantir a segurança dos bombeiros.
- Cães farejadores e tecnologia de detecção de vida guiam as escavações; já foram resgatadas cinco pessoas nas últimas ações (três em 30 de junho e duas na data mais recente).
- O sistema de saúde venezuelano opera sob forte pressão, com 38 hospitais danificados ou destruídos; há risco de surtos de doenças devido à falta de saneamento e água potável.
- Entre as vítimas está o pastor Romildo Batista de Lima, de 69 anos, morador de Uberlândia, cuja família busca repatriação do corpo, com custos estimados que podem chegar a R$ 50 mil.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CPMMG) segue em missão internacional para resgatar vítimas sob escombros causados pelos terremotos na Venezuela. O número de mortos chega a 2.295, segundo atualização oficial publicada nesta quarta-feira (1/7). A atuação envolve 31 militares mineiros e equipes de Minas Gerais e São Paulo.
Os bombeiros enfrentam rotina de alto risco nas buscas por vítimas ou sobreviventes, no oitavo dia de operações. As equipes buscam acessar áreas do subsolo, utilizando cães farejadores e equipamentos de detecção de vida para indicar locais prováveis de permanência de pessoas.
Segundo o Tenente-coronel Josias Soares, a atuação depende de análises de engenharia estrutural e escoramentos para evitar novos desabamentos. A prioridade é manter a segurança dos trabalhadores durante as escavações, diante dos cenários complexos deixados pelo tremor.
Entre os avanços, a equipe brasileira já resgatou cinco vítimas: três em 30 de junho e duas no dia seguinte. Uma das frentes de atuação envolve estabilizar estruturas colapsadas para permitir as operações de resgate sem comprometer a integridade das edificações.
A saúde venezuelana enfrenta severa pressão após o abalo. A OMS aponta 38 hospitais danificados ou destruídos, com falta de saneamento e água potável. O risco de surtos de doenças aumenta entre desabrigados, conforme avaliação de autoridades internacionais.
Rastro de destruição
O governo da Venezuela informou queda drástica no número de resgates oficiais após as primeiras 72 horas. Mais de 5 mil pessoas foram salvas nos dois primeiros dias; apenas quatro sobreviventes teriam sido localizados na última segunda-feira (29/6). Os terremotos de 7,2 e 7,5 magnitudes atingiram várias regiões, com destaque para La Guaira e Caracas.
Até agora, mais de 6 mil pessoas foram resgatadas com vida e mais de 13 mil deixaram as áreas de desastre por conta própria ou com auxílio de familiares. O trabalho de busca envolve mais de 25 mil profissionais, com apoio de voluntários e de milhares de trabalhadores de outros países.
Segundo dados da NASA, quase 59 mil edifícios foram danificados ou destruídos, gerando cerca de 1,2 milhão de toneladas de entulho que as equipes precisam remover ou escorar para abrir passagem.
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