Félix Tovar, 70, está desaparecido após os terremotos que atingiram a Venezuela. A família afirma que ele estava em uma padaria no setor de Playa Grande, no estado de La Guaira, quando houve a tragédia. Hoje, oito dias após o abalo, não há confirmação de onde exatamente ele se encontra.
A busca pela localização tem sido conduzida por familiares e voluntários. Daniel Medina, 28, filho dele, vem coordenando mobilização internacional de doações e insumos. Elibel Tovar, 38, que vive no Chile, viajou à Venezuela para acompanhar as operações e prestar suporte.
A família relata falta de apoio das autoridades locais e depende de voluntários para as ações de rescaldo. Eles afirmam receber apenas doações e apoio de comunidade, sem sinal de assistência institucional até o momento.
Desdobramentos da busca
Segundo relatos, equipes espanholas chegaram ao local com equipamentos de medição e indicaram presença de sinais de possível vida em ao menos dois pontos entre a padaria e o hotel Marriott ao lado. Os trabalhos seguem diariamente, apesar do cansaço extremo dos envolvidos.
O último sinal do celular de Félix foi registrado às 19h19 do dia do terremoto, na região da padaria e do hotel. Familiares avaliam várias hipóteses, inclusive a possibilidade de ele estar soterrado no prédio adjacente ao local.
Contexto e histórico
Historicamente, a região de La Guaira já enfrentou desastres anteriores. A família relembra um episódio de 1999, quando fortes chuvas causaram inundações e deslizamentos, afetando todos os membros que hoje lutam para encontrar Félix.
Entre a comunidade local, há relatos de solidariedade de desconhecidos que apoiam as buscas com ferramentas, água e alimentos. A mobilização on-line segue como principal meio para manter a busca ativa e informar sobre novos recursos disponíveis.
Entre na conversa da comunidade