- Ucrânia intensifica ataques no território russo, incluindo Moscou e refinarias, usando drones e mísseis.
- Em dois de julho, a Rússia lançou mísseis balísticos e drones contra Kiev, matando pelo menos 18 pessoas.
- Ataques impactam refino de combustível russo, gerando escassez; a Ucrânia também tem isolado a Crimeia, com queda de energia e abastecimento.
- Putin disse, em entrevista, que continuará a luta e buscará resolver problemas de combustível e fortalecer a defesa aérea.
- Analistas veem frustração crescente na Rússia, mas o cenário mais provável é manutenção do conflito, com custos altos para ambos os lados.
O Exército russo intensifica sua ofensiva mesmo com ataques ucranianos cada vez mais próximos do território da Rússia. Em 2 de julho, Moscou foi alvo de mísseis balísticos e drones que ceifaram ao menos 18 vidas, segundo informações preliminares. A ação parece uma resposta do Kremlin às pressões sobre a atividade militar.
Na Ucrânia, Kyiv aumentou ações de dissuasão ao território russo, atingindo refinarias e áreas em Moscou com o objetivo de congelar a logística de guerra. Esses ataques, impulsionados pela indústria de drones e mísseis da Ucrânia, elevam o nível de hostilidades entre as partes e ampliam o registro de danos e interrupções no abastecimento de energia.
O presidente russo mantém a narrativa de resistência e anunciou, em entrevista a uma emissora estatal, que continuará a luta e buscará soluções para a crise de combustível. Ao mesmo tempo, prometeu ampliar a produção de sistemas de defesa aérea e dedicar esforços para sustentar a defesa nacional, sem sinal claro de recuo estratégico.
Contexto estratégico
Especialistas ouvidos pelo meio observam que a pressão ucraniana aumenta a pressão sobre Moscou, mas não indicam provável mudança brusca na postura de Putin. A avaliação é de que a liderança russa pode manter a posição mesmo diante de danos econômicos e cansaço público.
A análise aponta que o destino da ofensiva depende do alcance da Ucrânia: se os ataques comprometerem seriamente a capacidade de produção militar russa, a postura de Moscou pode sofrer ajustes. Enquanto isso, o custo humano da guerra segue alto em ambos os lados, com consequências para a população civil.
A percepção entre analistas é de que Putin não sinaliza retirada. Alguns lembram que o regime elevou controles internos e censura desde o início do conflito, o que dificulta previsões sobre mudanças políticas significativas no curto prazo, mesmo diante de dificuldades econômicas.
A dimensão econômica do conflito acompanha a escalada das hostilidades. O custo da guerra preocupa autoridades russas, com impactos potenciais sobre impostos, consumo de energia e disponibilidade de recursos, fatores que influenciam decisões estratégicas no longo prazo.
Entre na conversa da comunidade