- Prédios marcados com a letra D indicam mortos e fazem parte do protocolo da ONU para buscas e resgate após terremotos; sinalizam que não há chance de encontrar sobreviventes.
- A marcação D é comum em La Guaira, região costeira a cerca de quarenta quilômetros de Caracas, onde muitos imóveis ficaram destruídos.
- As autoridades registram pelo menos dois mil, duzentos e nove e cinco mortos e estimativas da ONU apontam cerca de cinquenta mil desaparecidos.
- Equipes de resgate continuam inspecionando locais já vistoriados; a cadela de busca Nala não detectou sinais de sobreviventes no ponto analisado.
- Após marcar D, agentes acrescentaram X e a indicação demolir; a Nasa aponta que aproximadamente cinquenta e oito mil edifícios foram danificados ou destruídos no país.
Foi registrada a marcação de prédios com a letra D na fachada de estruturas destruídas pelos terremotos que atingiram a Venezuela há mais de uma semana. O símbolo indica que não há chance de vida no interior, conforme protocolo internacional da ONU de busca e resgate.
A área mais atingida fica no estado costeiro de La Guaira, a cerca de 40 quilômetros de Caracas. Em várias zonas destruídas, equipes de resgate encontraram dezenas de edifícios desmoronados com o D pintado em vermelho.
Números oficiais apontam pelo menos 2.295 mortos. A ONU estima cerca de 50 mil desaparecidos, indicando a dimensão humana da tragédia e o desafio para local específico de busca por sobreviventes.
O grupo espanhol coordinado por Javier Rodes revisitou locais já inspecionados, como o Residencias Costa Azul, em Caraballeda. A equipe ressalta que a maioria dos prédios em ruínas recebeu a marca D.
Nala, cadela de uma equipe de resgate, farejou entre toneladas de concreto, sem detectar sinais de sobrevivência. Operações continuam sob calor intenso e chuvas noturnas na região.
Após a marcação de D, agentes da Polícia Nacional Bolivariana acrescentaram um X e a indicação de demolir. A NASA aponta que quase 58 mil edifícios foram danificados ou destruídos no país.
Significado das marcações
A nomenclatura da ONU para busca e resgate inclui sinais como V (vítimas suspeitas), L (sobreviventes), D (mortos) e C (limpo). Outros códigos ajudam a monitorar fases de atuação e prioridades das equipes.
Entre as informações, constam ainda ASR 2 a ASR 5, que indicam distintas fases da operação. Codificações de A a E classificam a prioridade e o estado da estrutura para as equipes.
Helén Guedez e o irmão seguem procurando nos escombros onde o pai, a irmã e a avó estavam residindo, mesmo com o D marcado na entrada. O local permanece sob monitoramento até a localização de corpos para enterro digno.
A operação continua em meio a cortes de acesso, retirada de paredes pesadas e a o avanço de retroescavadeiras. O objetivo é garantir atendimento às famílias e confirmar o estado das estruturas afetadas.
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