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250 anos depois, a nação de imigrantes perde mais que recebe

Queda de imigrantes e saída de cidadãos elevam migração líquida nos EUA; projeções apontam declínio populacional e riscos à economia

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  • Emigração supera a imigração: em janeiro de 2025 havia 53,3 milhões de imigrantes nos EUA (14,8% da população), e em junho caiu para 51,9 milhões, o primeiro declínio desde a década de 1960.
  • Queda na entrada de imigrantes e aumento de deportações: em 2024 o governo ampliou restrições a pedidos de asilo; no primeiro ano de governo Trump foram emitidos mais de cento e oitenta decretos para conter entradas; mais de 2 milhões fizeram autodeportação; travessias pela fronteira com o México estão no menor nível desde 1970.
  • Americanos também estão saindo: emigrando para a Europa ou o México, segundo o The Wall Street Journal; não há dados oficiais de emigrantes americanos.
  • Migração líquida negativa: Brookings estima saldo entre -295 mil e -10 mil em 2025, pior que a média de governos; projeção para 2026 aponta -925 mil; divergência ocorre por dados sobre deportados e imigrantes irregulares.
  • Impacto econômico: especialistas alertam que queda da imigração pode reduzir crescimento populacional e econômico, limitar inovação e investimento, e aumentar a dívida pública sem a força de trabalho imigrante.

Desde 2025, o Brasil está diante de um retrato diferente do fenômeno migratório global, com os EUA registrando queda no fluxo de imigrantes e aumento da emigração de cidadãos americanos. Dados de censos e análises de institutos indicam mudança significativa na dinâmica populacional.

Em janeiro de 2025, os EUA tinham 53,3 milhões de imigrantes, equivalente a 15,8% da população. Em junho, o saldo caiu para 51,9 milhões, o menor desde os anos 1960, segundo o Pew Research Center. A variação coincide com políticas mais restritivas.

Governo Biden restringiu pedidos de asilo em 2024, após alta migratória na fronteira sul. Em contrapartida, o governo de Donald Trump promoveu dezenas de decretos para conter entradas e acelerar deportações, com números que, segundo a imprensa, podem estar inflados.

Mais de 2 milhões de pessoas deixaram os EUA voluntariamente, em autodeportação. Além disso, o fluxo de travessias pela fronteira com o México está no menor nível desde 1970, sinalizando menor entrada de imigrantes ilegais.

Panorama de saída e impacto econômico

Levantamento do Brookings Institute aponta migração líquida negativa em 2025, entre -295 mil e -10 mil, sendo a primeira tendência assim desde a Grande Depressão. Projeções para 2026 chegam a -925 mil.

Observadores destacam que a comparação com dados oficiais é complexa, pois há divergências entre números de deportados e imigrantes irregulares. O Banco Mundial mantém projeção de migração positiva acima de 1 milhão.

A queda da população imigrante pode impactar o crescimento econômico dos EUA, que depende da força de trabalho jovem e da demografia. Especialistas indicam potencial redução de inovação, consumo e investimento se o ritmo migratório não se mantiver.

David Bier, do Cato Institute, aponta que imigrantes geram mais receita tributária por pessoa e ajudam a reduzir déficits históricos. O Brookings Institute estima que a redução da mão de obra pode frear o PIB em patamar próximo de zero ou negativo.

Soledad Álvarez Velasco, da University of Illinois Chicago, ressalta que a migração envolve múltiplas dimensões: saída de nacionais, fluxo de entrada e impactos salariais. Segundo ela, entender o tema requer observar o país como um sistema de migração.

Implicações históricas e sociais

A ideia de uma nação de imigrantes permanece enraizada na história dos EUA, com ondas migratórias que moldaram educação, economia e cultura. A modernidade, porém, traz desafios de segurança, políticas públicas e dinamismo demográfico.

Segundo análises, o processo de imigração no país tem ocorrido em ciclos: portas abertas para mão de obra necessária, seguidas por restrições. Especialistas ressaltam que esse padrão influencia a identidade nacional e a economia.

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