- Dream, startup israelense de IA, captou US$ 260 milhões em rodada liderada por Bicycle Capital e Group 11, elevando a valuation para US$ 3 bilhões, e é liderada pelo cofundador do Pegasus.
- A empresa planeja abrir um escritório regional na América Latina, com possíveis locais em Bogotá, Cidade do México, Buenos Aires e Rio de Janeiro, para acomodar equipes de pesquisa, vendas e engenharia.
- A Dream vê o momento político na região como favorável, com-vídeos ganhos eleitorais de líderes próximos aos EUA e a Israel, fortalecendo a demanda por defensas cibernéticas voltadas ao setor público.
- A startup já está em conversas com governos locais para estabelecer presença regional, com decisão sobre o primeiro escritório nas próximos semanas.
- A região registra aumento de ataques cibernéticos e vulnerabilidades em setores públicos, como Costa Rica, Brasil, México, Colômbia e Peru, e a Dream afirma já auxiliar alguns países nessas frentes.
A startup de inteligência artificial Dream, de Tel Aviv, captou US$ 260 milhões em uma rodada liderada por Bicycle Capital e Group 11. A empresa mira a América Latina para ampliar suas operações e lançar uma plataforma de IA voltada a governos e empresas estatais. O cofundador Shalev Hulio confirmou planos de abrir um escritório regional.
A Dream planeja instalar equipes de pesquisa, desenvolvimento, vendas e engenharia na região. O espaço poderá abrigar o primeiro escritório na América Latina, com opções em Bogotá, Cidade do México, Buenos Aires e Rio de Janeiro ainda em avaliação. O objetivo é atender governos locais e clientes estatais com defesas cibernéticas.
Cenário político e oportunidades
Candidatos com relações próximas aos EUA e a Israel venceram eleições na Colômbia, Peru, Chile, Honduras e Costa Rica no último ano, abrindo espaço para fornecedores israelenses. Segundo Hulio, o ambiente político regional tende a ampliar a demanda por soluções de segurança pública.
História de ataques cibernéticos na região
A América Latina e o Caribe concentram o ritmo mais acelerado de ataques cibernéticos, aponta estudo do Banco Mundial. A região apresenta baixos índices de proteção digital e a administração pública é o setor mais visado, com incidentes em diversos países, inclusive envolvendo dados de força policial e serviços públicos.
A Dream já atua com governos da região que enfrentam ataques, embora Hulio não tenha listado países específicos. O executivo foi um dos fundadores do NSO Group, criador do software Pegasus, usado por alguns governos para espionagem. A empresa afirma buscar o fortalecimento da defesa cibernética pública.
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