- FBI informou que mais de 600 drones foram apreendidos em zonas aéreas restritas sobre 11 cidades-sede dos Jogos da Copa do Mundo nos EUA desde o início do torneio, incluindo 99 em Miami, 77 em Atlanta e 32 em Kansas City.
- As restrições de voo são impostas pela Administração de Aviação Federal (FAA) com políticas de TFRs (restrições temporárias de voo) em estádios e locais de acompanhamento, válidas três horas antes e depois das partidas.
- Violações podem resultar em multas civis de até 75 mil dólares, multas criminais de até 100 mil dólares, até um ano de prisão e a apreensão dos drones envolvidos; autoridades disseram utilizar equipes especializadas de mitigação de drones.
- Em alguns casos, houve prisões ligadas a operações de drones não autorizados, incluindo um homem acusado de operar sem certificado de aeronavegante e outro por possuir aeronave não registrada.
- O aparato de segurança envolve o FBI, a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) com financiamento de 625 milhões de dólares, a Secretaria de Segurança Nacional (DHS) e a atuação de operações federais sob NSSE — com monitoramento contínuo de contra-drones em grande evento.
O FBI informou neste fim de semana que mais de 600 drones foram interceptados em áreas de ar restrito sobre cidades-sede da Copa do Mundo nos EUA desde o início do torneio, em junho. Os aparelhos foram vistos em áreas de segurança elevadas durante os jogos, em 11 cidades.
Entre os locais, destacam-se 99 capturas em Miami, 77 em Atlanta e 32 em Kansas City. A ação ocorreu em áreas de voo restrito ligadas aos estádios e aos eventos de acompanhamento, conforme nota publicada pelo FBI.
A agência relatou que as interceptações ocorreram com o apoio do Departamento de Segurança Interna (DHS) e que as medidas de controle de voo foram reforçadas antes do torneio, com restrições temporárias de voo próximas aos estádios e áreas de fan fest.
O que está em jogo e penalidades
As regras de voo para drones sobem o tom de alerta: violações de TFR podem gerar multas civis de até R$ 390 mil, penalidades criminais até R$ 520 mil, além de até um ano de prisão e a apreensão dos drones envolvidos. O FBI divulgou que utiliza equipes de mitigação de drones com tecnologia avançada para monitorar e interceptar veículos não tripulados.
Entre os casos anotados, houve detenção de indivíduos por operar sem certificado de piloto em alguns voos. Em Dallas, um homem foi acusado de operar um drone sobre o estádio durante uma partida, e outro homem foi indiciado por possuir uma aeronave não registrada operada por terceiros.
Segundo autoridades, as zonas de proibição de drones abrangem três horas antes e após cada jogo, com foco especial em estádios e áreas associadas aos eventos. O escritório do procurador do distrito norte do Texas ressaltou a responsabilidade dos usuários e a possibilidade de processo federal para violadores.
Contexto de segurança e desdobramentos
O planejamento de segurança para a Copa incluiu exercícios de treinamento do FBI e financiamento de US$ 625 milhões pela FEMA para fortalecer a preparação de estados e cidades. A designação de evento de segurança nacional se aplica apenas ao jogo final no MetLife Stadium, em Nova Jersey, mobilizando perímetros de segurança reforçados e monitoramento contínuo.
As autoridades destacam que a fiscalização de drones é essencial para evitar interferência e situações potencialmente perigosas, principalmente em dias de jogos e eventos correlatos. Outras cidades da região, como Los Angeles, Miami, Seattle, Dallas, Atlanta, Nova York e Houston, também registraram ações de interceptação.
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