- Irãs tenta ampliar controle sobre o estreito de Hormuz; forças de segurança enviam avisos que levaram navios a voltarem no fim de semana, com pelo menos oito barcos recuando.
- Fluxo de navios no estreito caiu; no dia 2 de julho houve 38 travessias confirmadas, queda de cerca de 10% em relação a ponto anterior, com maior tráfego por rotas iranianas e outras rotas não convencionais.
- Emmanuel Macron autorizou planos com o Reino Unido para enviar força navio de limpeza de minas na rota sul, medida rejeitada pelo Ministério das Relações Exteriores iraniano como interferência.
- Os preços do petróleo recuaram até aproximadamente 40% desde o pico, atenuando pressões inflacionárias nas economias ocidentais; o recuo acompanha a evolução do tráfego no Hormuz.
- No funeral de Ali Khamenei, o Irã usou passagens do alcorão para enviar mensagens aos delegados do Golfo, com recitações direcionadas a Arábia Saudita, Catar, Turquia e Hezbollah; Emirados Árabes Unidos não enviaram delegação.
O estreito de Hormuz tornou a arena de um duelo entre Teerã e potências ocidentais, enquanto o país enfrenta as cerimônias de luto pela morte do líder supremo Ali Khamenei. Autoridades iranianas intensificaram o controle sobre a passagem marítima e enviaram mensagens diretas a delegações do Golfo durante o funeral.
Nos últimos dois dias, navios com bandeira iraniana passaram a operar com maior frequência pelos corredores nordestinos, reduzindo a dependência da rota sul próxima a Omã. A movimentação ocorre após muitos barcos ficarem presos no estreito por semanas, com Washington apoiando a viabilidade da rota sul.
No sábado, pelo menos oito navios retornaram após avisos diretos dos Guardas Revolucionários (IRGC). No domingo, o fluxo de embarcações caiu ainda mais, segundo monitoramento de tráfego marítimo. Autoridades do UKMTO comunicaram relato de ataque a uma embarcação no Mar Vermelho, ainda sob apuração.
Dados do Marine Traffic indicaram 38 atravessagens confirmadas pelo estreito em 2 de julho, queda de 10% frente ao dia anterior. Navios iranianos passaram a registrar mais atividades, com 11 travessias, e houve nove travessias contrárias a sanções, sinalizando mudança de rota.
Paralelamente, o preço do petróleo recuou até 75 dólares o barril, ante o pico de 125 dólares. A queda reduz impactos inflacionários em economias ocidentais, refletindo maior disponibilidade de oferta no mercado global.
Mensagens observadas no funeral de Khamenei
Durante o velório em Teerã, autoridades iranianas usaram trechos do Alcorão para mandar sinalização às delegações presentes. Ao Saudita, foi lido um trecho sobre a Batalha de Badr, sugerindo consequências se Riad apoiar ataques estadunidenses contra Irã.
A delegação do Qatar recebeu uma mensagem de perdão, com versículo que menciona orientação e misericórdia divina. A leitura pode sinalizar um recado a Doha sobre cooperação com potências ocidentais.
Turquia foi alvo de referência bíblica indireta, com trecho incentivando custos econômicos por apoio a Teerã. A leitura sugere alerta sobre consequências de alinhamento com políticas ocidentais.
O movimento militante Hizballah foi associado a uma passagem de elogio mais contundente, reforçando a imagem de apoio firme a Teerã entre aliados. Os delegados dos Emirados Árabes Unidos não participaram do ato de condolências.
Entre na conversa da comunidade