- Australia e Fiji assinaram a Aliança do Oceano da Paz e o acordo Vuvale Union em Suva, elevando os laços a uma aliança formal de defesa.
- Acordos representam a primeira aliança formal de defesa de Canberra fora dos laços com os EUA e a Nova Zelândia em setenta e cinco anos, seguindo um entendimento com Papua-Nova Guiné em outubro.
- O texto prevê atuação mútua em caso de ataque e prevê consulta sobre desenvolvimentos de segurança; países da região como Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné e Tonga podem aderir no futuro.
- O Vuvale Union também abre caminho para cooperação em mudanças climáticas e pode ampliar o acesso de vistos para Fiji pelo território australiano.
- O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese e o premiê fijiano Sitiveni Rabuka destacaram o impacto estratégico; Rabuka afirmou que Pequim não deve interpretá-lo como ameaça e Albanese planeja visitas à Ilhas Salomão e a um encontro de líderes das Pacífico em Brisbane.
Australia e Fiji assinaram uma nova aliança de defesa, fortalecendo a estratégia do governo federal para conter a influência da China na região do Pacífico.
Em Suva, o primeiro-ministro Anthony Albanese e o parceiro fijiano Sitiveni Rabuka formalizaram a chamada Ocean of Peace Alliance, aberta a outros países pacíficos no futuro. A assinatura ocorreu nesta segunda-feira.
Acordos já firmados elevam os laços bilaterais a um patamar de tratado, após 75 anos com apenas EUA e Nova Zelândia como aliados formais. Em menos de um ano, novas alianças foram fechadas, incluindo um acordo com Papua-Nom Guinea em outubro.
Vuvale Union e objetivos regionais
O texto Vuvale Union reconhece ameaças emergentes e destaca mudanças climáticas como maior risco para as populações do Pacífico, além de prever cooperação para ações conjuntas. Há também disposição de ampliar vistos para Fijienses que desejam vir à Austrália.
Albanese afirmou que a parceria com Fiji representa uma das iniciativas mais significativas com qualquer país e ressaltou a importância de a região cuidar de sua própria segurança. Rabuka participou do protocolo de assinatura.
O acordo prevê consultas conforme necessidades de soberania, paz ou estabilidade em ambos os países, com intercâmbio de informações sobre temas de segurança. A ligação com Fiji também reforça a posição da Austrália como principal parceiro de defesa na região.
Ao lado das assinaturas, Rabuka comentou que não espera reação diplomática duramente negativa da China. Ele destacou que a relação com Pequim não é ameaçada e que inimigos de hoje não são necessariamente inimigos de amanhã.
Albanese, acompanhado por Rabuka, ainda sinalizou manter contatos com outras nações do Pacífico, como New Zealand, Papua New Guinea e Tonga, para ampliar a adesão à coalizão de defesa. O premiê australiano também celebrou o acordo com o kava tradicional.
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