- China realizou, na segunda-feira, 6 de julho de 2026, um teste de disparo de míssil a partir de um submarino de propulsão nuclear no Pacífico, com ogiva simulada.
- É o primeiro teste desse tipo desde 1982 e o primeiro com um submarino de propulsão nuclear.
- A China informou que a operação faz parte de um exercício anual de rotina, com aviso prévio a países da região.
- O teste ocorre em um momento de tensão no Pacífico entre Japão e Filipinas, que discutem delimitação de fronteiras marítimas e zonas econômicas exclusivas.
- Japão e Austrália protestaram; o governo japonês pediu que a China não realizasse o lançamento e a Austrália qualificou a ação como desestabilizadora.
O Exército de Libertação Popular da China realizou nesta segunda-feira, 6 de julho de 2026, um teste de lançamento de míssil a partir de um submarino de propulsão nuclear. O míssil recebeu uma ogiva simulada e foi direcionado ao alto-mar no Oceano Pacífico. A Marinha chinesa declarou que a operação foi concluída com sucesso durante um exercício anual de rotina, com aviso prévio aos países da região e em conformidade com o direito internacional.
O teste marcou o primeiro lançamento de um míssil a partir de submarino anunciado pela China desde 1982, e também o primeiro feito por um submarino de propulsão nuclear. A instituição militar chinesa reiterou que a atividade integra práticas rotineiras de treinamento e que não houve violação ao espaço marítimo de terceiros.
O episódio ocorre em um momento de tensões no Pacífico envolvendo Japão e Filipinas, que discutem delimitação de fronteiras marítimas. Além disso, a China tem intensificado sua presença naval para defender reivindicações territoriais na região.
Reação internacional
O governo japonês confirmou o recebimento do aviso antecipado sobre o teste, ocorrido no dia anterior, e manifestou preocupação com o uso de um submarino nuclear. A Austrália também criticou a operação, destacando seu caráter desestabilizador diante do rápido acúmulo militar na região.
Autoridades australianas ressaltaram a busca por transparência e garantias sobre intenções chinesas, em meio a negociações entre Japão e Filipinas sobre delimitação de zonas econômicas exclusivas e outras áreas em disputa. O governo australiano pediu responsabilidade e previsibilidade nas ações na região.
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