Andy Burnham tomou posse como novo primeiro-ministro do Reino Unido nesta segunda-feira (20), após Keir Starmer oficializar sua renúncia ao rei Charles III, em uma audiência no Palácio de Buckingham. Líder do Partido Trabalhista desde a última sexta-feira (17), Burnham recebeu do monarca a missão de formar um novo governo e passa a comandar o país em um momento de turbulência política.
Andy Burnham tomou posse como novo primeiro-ministro do Reino Unido nesta segunda-feira (20), após Keir Starmer oficializar sua renúncia ao rei Charles III, em uma audiência no Palácio de Buckingham. Líder do Partido Trabalhista desde a última sexta-feira (17), Burnham recebeu do monarca a missão de formar um novo governo e passa a comandar o país em um momento de turbulência política.
Em comunicado, a Família Real informou que “Sua Majestade recebeu em audiência o Muito Honorável Andrew Burnham, deputado, e solicitou que ele formasse uma nova administração”. Segundo a nota, Burnham aceitou a oferta do rei e participou da tradicional cerimônia de “beijar as mãos”, um rito simbólico que oficializa a nomeação do primeiro-ministro e do Primeiro Lorde do Tesouro.
Burnham é o quinto ocupante do cargo em menos de quatro anos e o sétimo primeiro-ministro britânico em uma década.
“A Grã-Bretanha precisa mostrar ao mundo que podemos recuperar nossa estabilidade, e esse é o nosso desafio: fazer a política funcionar, e fazê-la funcionar melhor”, disse Burnham em seu primeiro discurso na Downing Street.
“Faremos deste momento um ponto de virada para a Grã-Bretanha, antecipando as maiores mudanças dos últimos 40 anos. Um novo modelo político e um novo modelo econômico.”
Ex-prefeito da Grande Manchester, Burnham retornou recentemente ao Parlamento britânico após vencer uma eleição suplementar articulada por aliados trabalhistas. A movimentação ocorreu em meio à crescente pressão pela substituição de Starmer na liderança do partido.
Por que Keir Starmer deixou o cargo?
Starmer chegou ao cargo mais alto da política britânica em 2024, quando os trabalhistas conquistaram uma ampla maioria na Câmara dos Comuns e encerraram 14 anos de governos conservadores. Contudo, menos de dois anos depois, já enfrentava uma rejeição histórica.
Segundo a BBC, a renúncia de Starmer foi consequência de uma combinação de fatores que minaram sua autoridade dentro do Partido Trabalhista, como a queda na popularidade do governo e, sobretudo, o escândalo envolvendo a nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos. Mandelson é investigado pelo Departamento de Justiça dos EUA por seus laços com o financias e abusador sexual Jeffrey Epstein.
O episódio desencadeou uma crise interna, provocou a saída de assessores de alto escalão e levou parlamentares e lideranças trabalhistas a defenderem abertamente a troca de comando. Com o apoio da bancada esvaziado e diante da crescente pressão para deixar o cargo, Starmer anunciou sua renúncia à liderança do partido, abrindo caminho para a escolha de Andy Burnham como sucessor.
Starmer se despede de Downing Street
Antes de deixar oficialmente a residência oficial do primeiro-ministro, Keir Starmer fez um discurso de despedida no qual desejou sucesso ao sucessor e afirmou que deixa o cargo com orgulho pelo trabalho realizado.
“Agora que passo o bastão para Andy Burnham, desejo a ele todo o sucesso. Ele tem meu total apoio”, declarou.
O ex-primeiro-ministro também agradeceu à família, aos integrantes de sua equipe, aos funcionários de Downing Street, ao Partido Trabalhista e ao serviço público britânico.
“Apesar de todo o foco nos indivíduos, a política sempre será um esporte coletivo, e as mudanças que promovemos para nosso país e para nosso partido pertencem a todos que lutaram por elas”, afirmou.
Ao encerrar o discurso, Starmer resumiu sua saída do governo: “Saio com elegância. Saio com um sorriso e saio orgulhoso de tudo o que conquistamos.”
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