Com informações da AFP O Exército do Líbano acusou Israel nesta terça-feira (21) de disparar perto de tropas libanesas posicionadas em Zawtar al-Gharbiyeh, no sul do país. A área faz parte das zonas-piloto previstas em um acordo mediado pelos Estados Unidos para a retirada gradual das forças israelenses. Em comunicado, os militares libaneses classificaram o […]
Com informações da AFP
O Exército do Líbano acusou Israel nesta terça-feira (21) de disparar perto de tropas libanesas posicionadas em Zawtar al-Gharbiyeh, no sul do país. A área faz parte das zonas-piloto previstas em um acordo mediado pelos Estados Unidos para a retirada gradual das forças israelenses.
Em comunicado, os militares libaneses classificaram o episódio como uma “agressão” e afirmaram que os disparos podem prejudicar o avanço do plano. O acordo prevê que o Exército libanês assuma o controle de áreas deixadas por Israel e atue para retirar armas e estruturas de grupos não estatais, em referência ao Hezbollah.
A implementação começou nesta semana nas localidades de Froun, Srifa e Zawtar al-Gharbiyeh, com apoio de um grupo de coordenação militar mediado por Washington. A iniciativa representa o primeiro teste em campo do plano firmado em junho entre Israel e Líbano.
Segundo a Reuters, tropas libanesas entraram em Zawtar al-Gharbiyeh após uma retirada israelense da cidade. O Exército do Líbano trabalha na remoção de artefatos não detonados e orientou moradores a não retornarem imediatamente por motivos de segurança.
Israel afirma que a criação das zonas-piloto ocorre em coordenação com equipes dos Estados Unidos e do Líbano. Autoridades israelenses tratam a medida como um teste da capacidade do Estado libanês de retomar o controle do sul e impedir a presença militar do Hezbollah na região.
O episódio ocorre no dia em que o presidente libanês, Joseph Aoun, se prepara para se reunir com Donald Trump em Washington. A visita busca ampliar a pressão diplomática pela retirada de tropas israelenses do sul do Líbano e fortalecer o papel do Exército libanês nas áreas de fronteira.
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