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<li>Bombeiros que atuam na Espanha e na França alertam que o risco de novos focos de incêndio continua muito alto nos próximos dias, mesmo com o grande fogo na província de Guadalajara sob controle em parte do tempo.</li>
<li>O incêndio em Guadalajara, no centro da Espanha, já atingiu cerca de 32 mil hectares, provocando evacuações em 34 municípios e confinamento em 14 localidades.</li>
<li>Moradores de cinco vilarejos foram autorizados a retornar para casa, embora persistam restrições em outras áreas, segundo o serviço Infocam.</li>
<li>O primeiro-ministro Pedro Sánchez informou que, neste ano, já foram registrados 22 grandes incêndios na Espanha e que mais de 100 mil hectares já haviam sido queimados antes do período mais crítico.</li>
<li>A Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) aponta risco alto a extremo em grande parte do território, com onda de calor próxima e máximas entre 42°C e 44°C, seguida de queda na sexta, retorno do calor no início da próxima semana e dados que indicam área que supera a média dos últimos vinte anos na Europa.</li>
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Na Europa, os incêndios florestais que atingem a Espanha e a França já duram mais de 10 dias e queimaram uma área equivalente a de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Nesta quarta-feira (22), bombeiros dos dois países alertaram para o risco de novos focos de incêndio nos próximos dias.
O presidente da região de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, afirmou que o incêndio é “o mais complexo” de extinguir na história da Espanha. Concentrada na região ao norte de Madri, a área devastada já soma 32 mil hectares. O incêndio na província de Guadalajara já é considerado o mais grave de 2026 em um país que frequentemente enfrenta ondas de calor e incêndios florestais.
Mais de 600 bombeiros e 29 aeronaves foram mobilizados para conter os focos de incêndio, que tiveram início na quinta-feira (16). Cerca de 1.200 pessoas de 34 municípios foram deslocadas preventivamente. O incêndio não causou vítimas, segundo o Serviço de Prevenção e Combate a Incêndios (Infocam).
Há menos de um mês, o país já havia sofrido um dos incêndios florestais mais mortais da história recente. A tragédia, que começou no sul da Andaluzia em 9 de julho, deixou 13 mortos e uma devastação de 7 mil hectares.
Incêndios na França continuam
Na França, o risco da situação não é diferente. Um incêndio que começou na terça-feira (21) se espalhou rapidamente na região de Var, parte da Riviera Francesa. Com a evacuação de 400 pessoas, o fogo já consumiu uma área equivalente a 16 vezes a área do Parque Ibirapuera, ou seja, 2.500 hectares. Segundo os bombeiros que trabalham na região, o fogo está controlado.
“No entanto, ainda temos muitos focos de incêndio, chamas em vários lugares, por isso estamos sendo muito vigilantes esta manhã”, afirmou Eric Grohin, chefe dos bombeiros. Quase mil profissionais e aeronaves especializadas em combate a incêndios foram acionados para conter o fogo na região, que fica ao longo da costa mediterrânea da França, entre as cidades de Marselha e Nice.
Até meados de julho deste ano, os incêndios queimaram mais de 42 mil hectares na França, superando o recorde de 2022, de acordo com o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (Effis).
Além disso, o terreno devastado até agora em 2026 já ultrapassou o total queimado em 2025. O recorde histórico anual da França é de 66.300 hectares queimados em 2022. O monitor europeu, que utiliza imagens de satélite para detectar áreas queimadas, regista apenas incêndios que abrangem pelo menos 30 hectares.
Ondas de calor: desafio climático
Na terça-feira (21), uma onda de calor voltou a atingir a Espanha. Com temperaturas superiores a 40°C, o fenômeno cria condições propícias para incêndios florestais de larga escala.
Assim como a Espanha, a França tem enfrentado severas ondas de calor, o que amplifica a seca. O país já enfrentou neste ano três ondas de calor, que causaram mais 5.700 mortes, fecharam escolas, alimentaram incêndios florestais e secaram leitos de rios.
A crise no país é tamanha que a ministra do Meio Ambiente da França, Monique Barbut, renunciou ao cargo. Contudo, afirmou que ficaria no posto até que a situação estivesse controlada. A decisão, que ela já havia ameaçado tomar desde segunda-feira (20), ocorreu depois que a oposição francesa acusou o governo de Emmanuel Macron de não se preparar para as ondas de calor.
(Com informações da AFP)
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