Os dois terremotos que atingiram a Venezuela há um mês deixaram prejuízos à infraestrutura residencial e pública que superam os US$ 19,6 bilhões. Os dados são de uma avaliação preliminar divulgada pelo Banco Mundial nesta quinta-feira (23). Além disso, os trabalhos de recuperação podem custar mais que o dobro desse valor. A reconstrução pode chegar […]
Os dois terremotos que atingiram a Venezuela há um mês deixaram prejuízos à infraestrutura residencial e pública que superam os US$ 19,6 bilhões. Os dados são de uma avaliação preliminar divulgada pelo Banco Mundial nesta quinta-feira (23). Além disso, os trabalhos de recuperação podem custar mais que o dobro desse valor.
A reconstrução pode chegar ao patamar de US$ 50 bilhões, avalia a organização. Porém, sem levar em consideração prédios com materiais e padrões de engenharia mais resistentes, nem a remoção de escombros.
O Banco Mundial estima que 47% dos danos estão concentrados em edifícios residenciais, 27% na infraestrutura social, como estações de trem, e 26% ocorreram em imóveis não residenciais. Além disso, o desastre deixou cerca de 5 mil mortos, quase 17 mil feridos e 18 mil desabrigados.
Os tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, ampliaram a crise humanitária que o país vive desde 2015. A instituição destacou que o desastre ocorreu em um momento de vulnerabilidade social, com taxa de pobreza acima de 76% e cerca de 7,9 milhões de pessoas fora do país desde 2015.
Classificados como um dos mais mortais desde 1812, os abalos sísmicos atingiram a região norte do país, principalmente a capital, Caracas. O banco elaborou a estimativa com modelagem sísmica remota, dados locais, imagens de satélite e relatórios de danos enviados pelo governo, por agências humanitárias e por equipes no local.
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Qual a situação da Venezuela hoje?
Até janeiro, Delcy Rodríguez ocupava a vice-presidência da Venezuela quando, em 3 de janeiro, o autocrata Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.
Segundo a alegação norte-americana, o casal estaria envolvido com tráfico de drogas e porte ilegal de armas ligado ao suposto Cártel de los Soles. Levados aos Estados Unidos, Maduro e Flores, que declaram ser inocentes e “prisioneiros de guerra”, serão julgados em 1º de julho de 2027.
Após a saída de Maduro, Delcy assumiu a presidência e se tornou a testa de ferro do governo venezuelano, servindo de interlocutora dos interesses dos EUA no país. Porém, segundo reportagem do New York Times, é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, quem realmente manda no governo.
De acordo com a apuração, Rubio troca mensagens pelo WhatsApp com Delcy. Em conversas que incluem cumprimentos de aniversário, fofocas e selfies, o secretário de Estado defende os interesses econômicos dos EUA na Venezuela.
Na prática, conforme o NY Times, Rubio controla os repasses financeiros que sustentam boa parte do Estado venezuelano. O Tesouro dos EUA recebe as receitas provenientes da maior parte das exportações da Venezuela e, em seguida, transfere esses recursos a Caracas.
Quando os dois terremotos atingiram a Venezuela no mês passado, Rubio afirmou que os danos ao país seriam um “retrocesso” à democracia. Apesar disso, os Estados Unidos enviaram 900 militares à Venezuela e comprometeram quase US$ 400 milhões em ajuda neste período.
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