O Reino Unido acusou um ruandês de 65 anos de crimes ligados ao genocídio de 1994 em Ruanda, quando tutsis foram massacrados no país, informaram promotores britânicos nesta segunda-feira.
Antes conhecido como Vincent Bajinya, Vincent Brown responde a sete acusações, sendo uma de participação em genocídio e seis de envolvimento em assassinatos, enquadradas como crimes contra a humanidade.
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Segundo a Equipe de Crimes de Guerra da Polícia Antiterrorismo do Reino Unido, ele teria estimulado outras pessoas a matar tutsis em Kigali, em abril de 1994. A apuração começou em 2019, a pedido do governo de Ruanda, e exigiu anos de colaboração entre diferentes países.
Brown foi acusado de ter “dirigido e incitado atos de homicídio e genocídio cometidos por terceiros”, informou a Procuradoria da Coroa (CPS, na sigla em inglês). Ainda de acordo com o órgão, essas são as primeiras acusações apresentadas no Reino Unido conectadas com o genocídio em Ruanda.
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Preso preventivamente, Brown deve comparecer ao Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, na terça-feira (22).
A polícia informou que outras seis pessoas seguem sob investigação. Entre elas estão dois homens detidos em 2024 e em 2026 por suspeita de genocídio e de crimes contra a humanidade, ambos em liberdade condicional.
Mais de 800 mil tutsis e hutus moderados foram mortos ao longo de 100 dias durante o genocídio de 1994. O massacre foi planejado pela maioria hutu, então no poder, e executado de forma minuciosa por autoridades locais e cidadãos comuns.
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