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Reino Unido faz primeira acusação por crimes ligados ao genocídio de 1994 em Ruanda

País africano solicitou auxílio à Justiça britânica na apuração do massacre; em 100 dias, mais de 800 mil tutsis e hutus moderados morreram

Fotografia em preto e branco de um homem de perfil, à esquerda, com jaqueta clara e mangas dobradas, tocando com os dedos uma das dezenas de fotos instantâneas de crianças e adultos presas em um painel, cada uma com etiqueta escrita à mão.
Homem observa painel com fotos de crianças usado na busca por famílias separadas durante o genocídio em Ruanda (Crédito: British Red Cross/Wikimedia Commons)

O Reino Unido acusou um ruandês de 65 anos de crimes ligados ao genocídio de 1994 em Ruanda, quando tutsis foram massacrados no país, informaram promotores britânicos nesta segunda-feira.

Antes conhecido como Vincent Bajinya, Vincent Brown responde a sete acusações, sendo uma de participação em genocídio e seis de envolvimento em assassinatos, enquadradas como crimes contra a humanidade.

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Segundo a Equipe de Crimes de Guerra da Polícia Antiterrorismo do Reino Unido, ele teria estimulado outras pessoas a matar tutsis em Kigali, em abril de 1994. A apuração começou em 2019, a pedido do governo de Ruanda, e exigiu anos de colaboração entre diferentes países.

Brown foi acusado de ter “dirigido e incitado atos de homicídio e genocídio cometidos por terceiros”, informou a Procuradoria da Coroa (CPS, na sigla em inglês). Ainda de acordo com o órgão, essas são as primeiras acusações apresentadas no Reino Unido conectadas com o genocídio em Ruanda.

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Preso preventivamente, Brown deve comparecer ao Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, na terça-feira (22).

A polícia informou que outras seis pessoas seguem sob investigação. Entre elas estão dois homens detidos em 2024 e em 2026 por suspeita de genocídio e de crimes contra a humanidade, ambos em liberdade condicional.

Mais de 800 mil tutsis e hutus moderados foram mortos ao longo de 100 dias durante o genocídio de 1994. O massacre foi planejado pela maioria hutu, então no poder, e executado de forma minuciosa por autoridades locais e cidadãos comuns.

 

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