Nesta terça-feira (28), o presidente da <strong>Ucrânia</strong>, <strong>Volodimir Zelensky</strong>, reuniu-se com <strong>Donald Trump</strong> na <strong>Casa Branca</strong> para discutir a ampliação das defesas de <strong>Kiev</strong>. Entre os temas da negociação estava a licença para a produção de interceptores do <strong>Patriot</strong>, sistema móvel de <strong>defesa antiaérea</strong> e <strong>antimísseis</strong> desenvolvido pelos <strong>Estados Unidos</strong>. O encontro foi realizado a portas fechadas e durou cerca de uma hora.
Nesta terça-feira (28), o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, visitou Donald Trump, pela segunda vez neste mandato. O encontro na Casa Branca discutiu a ampliação das defesas de Kiev. Entre os temas da negociação estava a licença para a produção de interceptores Patriot, sistema móvel de defesa antiaérea e antimísseis desenvolvido pelos Estados Unidos. A reunião foi realizado a portas fechadas e durou cerca de uma hora.
No Telegram, Zelensky escreveu que teve “uma boa reunião com o presidente Trump no Salão Oval”. O tom contrasta com a primeira visita do presidente ucraniano, em fevereiro de 2025, quando Trump levantou a voz contra Zelensky – diante de jornalistas escolhidos a dedo pela assessoria da Casa Branca – e o chamou de “desrespeitoso”. Na ocasião, Trump também afirmou que a Ucrânia estava levando os EUA para a “3ª Guerra Mundial”.
A good meeting with President Trump @POTUS at the Oval Office. Thank you for everything we do together to protect the lives of Ukrainians and advance peace. First and foremost, I offered President Trump our condolences on the passing of Lindsey Graham. He was a true friend of… pic.twitter.com/56yoaeqb2B
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 28, 2026
O que é o Patriot que Zelensky almeja?
Caso receba autorização para produzir os mísseis defensivos Patriot, a Ucrânia será o terceiro país, depois de Japão e Alemanha, a obter esse tipo de licença.
“Nossa prioridade número um é a defesa antibalística e a cooperação estratégica com os Estados Unidos”, afirmou Zelensky no X ao anunciar sua chegada ao país.
Durante a cúpula da Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, em julho, Donald Trump disse que concederia à Ucrânia uma licença para produzir o sistema. Na reunião, também foi definido que a aliança militar investiria 140 bilhões de euros em ajuda militar à Ucrânia.
Segundo informações do New York Times, Zelensky também participou do funeral do senador Lindsey Graham, que morreu repentinamente poucas horas depois de retornar da Ucrânia. Republicano, Graham era um dos maiores aliados da Ucrânia no círculo íntimo de Trump.
Analistas consideram que Donald Trump precisa de uma vitória diplomática antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, quando os eleitores escolherão os deputados e senadores que acompanharão o governo até 2029.
Guerra da Ucrânia já dura 4 anos
O último mês foi o mais violento para civis na Ucrânia desde abril de 2022, quando a guerra se alastrava há dois meses. Só em julho, Moscou lançou 120 mísseis balísticos e antinavios de alta velocidade contra a Ucrânia, dos quais 35 foram interceptados, segundo a Força Aérea ucraniana. Para efeito de comparação, a Rússia disparou entre 250 e 320 mísseis balísticos durante todo o ano de 2024, de acordo com estimativas de especialistas.
No mesmo período, a Rússia lançou uma ofensiva aérea de larga escala contra a Ucrânia. Segundo a Força Aérea de Kiev, foi possível abater 18 dos 41 mísseis disparados. Ao todo, apenas na noite de 19, 23 mísseis e 10 drones atingiram 20 locais durante o ataque, que tinha como alvo a capital ucraniana.
+Ucrânia e Rússia trocam acusações após ataques com mortos
Com informações da AFP e Reuters
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