- O senador Flávio Bolsonaro disse ter procurado “investidores” junto de Daniel Vorcaro para a produção do filme biográfico Dark Horse sobre Jair Bolsonaro, financiado com recursos privados.
- Flávio afirmou ter evitado comentar o tema por uma cláusula de sigilo que proteção aos empresários investidos, e reconheceu ter omitido o conhecimento prévio de Vorcaro antes da prisão dele por fraude no Banco Master.
- O produtor-executivo do filme, Mário Frias, disse não haver contradição entre as versões apresentadas por ele, pela produtora e por Flávio Bolsonaro, detalhando que o vínculo jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta.
- No campo político, Romeu Zema criticou Flávio após áudio em que o senador cobra recursos para o filme; Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro saíram em defesa do irmão nas redes sociais, com ataques a Zema.
- Eduardo Bolsonaro afirmou que não houve desvio de dinheiro público nem uso de Lei Rouanet, em resposta às críticas sobre o financiamento do filme.
Carlos Andreazza comenta, no Estadão Analisa, sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e o filme Dark Horse, que narra a vida de Jair Bolsonaro. Em entrevista, o senador afirmou ter buscado investidores ao pedir dinheiro ao ex-presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro. O projeto é descrito como cultural e financiado por recursos privados.
Segundo Andreazza, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alegou que a produção não recebe verba pública e que o contrato com Vorcaro não envolve o banco Master como investidor oficial. O parlamentar também afirmou ter mantido sigilo sobre a participação de empresários para proteger as fontes.
Daniel Vorcaro foi preso em operação relacionada a fraudes no Banco Master, fato que o senador disse ter conhecido apenas posteriormente. A defesa do projeto sustenta que o financiamento veio de fontes privadas distintas, sem associação direta com Vorcaro ou com o Master.
Contexto do filme
Mário Frias, produtor-executivo do longa, afirmou que não houve contradição entre as declarações dele, da produtora e de Flávio Bolsonaro. Frias reiterou que o relacionamento jurídico envolveu a empresa Entre, e não Vorcaro nem o Master. A produção é apresentada como biográfica, centrada na figura de Jair Bolsonaro.
No âmbito político, Romeu Zema (Novo) publicou vídeo criticando o áudio em que Flávio cobra recursos para o filme. Zema chamou a situação de um possível desentendimento público sobre as angulações da produção, segundo nota política veiculada pela imprensa.
Filhos de Jair Bolsonaro, incluindo Eduardo e Carlos Bolsonaro, defenderam o correligionário nas redes. As avaliações públicas de Zema foram alvo de reações dos bolsonaristas, que classificaram as acusações como infundadas e vindas de uma leitura distorcida dos fatos.
Repercussões políticas
Eduardo Bolsonaro divulgou críticas a Zema nas redes, contestando a leitura de que houve vazamento de áudios. O ex-deputado afirmou que não houve desvio de recursos ou uso de incentivos públicos, mantendo o tom de defesa ao irmão. Carlos Bolsonaro replicou a crítica a Zema com tom irônico.
De forma geral, o episódio envolve debates sobre financiamento de obras culturais, relações entre empresários e políticos, além de acusações mútuas entre apoiadores. O tema permanece sob monitoramento da imprensa, com novas declarações ainda previstas.
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