Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Referendo no Equador suspende extração de petróleo no Parque Nacional Yasuní

Referendo em Ecuador aprova manter petróleo no subsolo no parque Yasuni, fortalecendo proteção a povos isolados e encerrando novas explorações no ITT

Napo River in Yasuni National Park with the rainforest beyond. Yasuní park was created in 1979 and protects nearly 10,000 square kilometers (3,860 square miles) of rainforest.
0:00
Carregando...
0:00
  • O Equador realizou referendum para interromper a extração de petróleo no bloco Ishpingo-Tambococha-Tiputini, dentro do Parque Nacional Yasuní, na Amazônia.
  • Votação resultou em 5,2 milhões de votos a favor de manter o petróleo no subsolo, contra 3,6 milhões.
  • O ITT abriga 12 plataformas de petróleo e 230 poços, com produção de cerca de 57 mil barris por dia.
  • O governo diz que o resultado terá impacto econômico negativo, com perdas previstas e redução de investimentos em infraestrutura.
  • Autoridades recebem um ano para retirar-se do ITT e não podem assinar novos contratos de exploração; alguns grupos indígenas também participaram, com diferentes posições.

O Ecuador abriu espaço para uma mudança histórica ao aprovar, por meio de referendum, a suspensão de todos os futuros levantamentos de óleo na área protegida do Parque Nacional Yasuní, na Amazônia leste. A consulta popular questionou se o petróleo deveria permanecer no subsolo no bloco ITT, dentro do parque.

Mais de 5,2 milhões de eleitores votaram a favor da mudança, contra cerca de 3,6 milhões que defenderam manter a exploração. O resultado fortalece a proteção de comunidades indígenas em isolamento voluntário e de ecossistemas frágeis da região.

O plebiscito foi realizado em meio a décadas de disputas entre conservação ambiental, direitos indígenas e interesses econômicos ligados ao petróleo. O bloco ITT abriga 12 plataformas e 230 poços, com produção de cerca de 57 mil barris por dia.

A iniciativa contou com participação de grupos como Yasunidos, que atuaram na coleta de assinaturas para viabilizar a consulta, e lideranças indígenas como Waorani e Shuar. Diversos povos defendem a preservação, citando impactos sobre povos isolados e a biodiversidade.

O governo estima perdas econômicas significativas com o fim da exploração no ITT. A Petroecuador projeta reduções de receita e impactos em subsídios sociais, enquanto analistas apontam ganhos ambientais e de reputação internacional.

Historicamente, a região já foi foco de controvérsias desde a proposta Yasuní-ITT, lançada em 2007. A ideia era manter o petróleo sob o solo mediante compensação internacional, o que não ocorreu na prática.

Panorama econômico e ambiental

O ISHT block, que abrange cerca de 982 mil hectares, é considerado entre os mais biodiversos do planeta, abrigando milhares de espécies de fauna e flora. A decisão do referendo sinaliza uma mudança de rumo na política ambiental e energética do país.

Indígenas que apoiaram a exploração afirmam que a atividade trouxe desenvolvimento e empregos para a região. Em contrapartida, comunidades em isolamento e organizações ambientais destacam riscos para saúde ambiental e violação de direitos.

As autoridades agora têm até um ano para retirar a atividade do ITT e evitar novos contratos de exploração. Caso não cumpram, tribunais constitucionais podem agir contra responsáveis judiciais.

O resultado também inspira debates sobre alternativas econômicas para a região, como o fortalecimento de serviços ambientalmente sustentáveis e programas de proteção aos territórios indígenas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais