O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que os responsáveis pela morte de duas pessoas no assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Tremembé (SP) agiram como uma milícia. Ele atribuiu a violência ao “discurso de ódio da extrema direita”, que, segundo ele, tem sido alimentado por ações no Congresso, como […]
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que os responsáveis pela morte de duas pessoas no assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Tremembé (SP) agiram como uma milícia. Ele atribuiu a violência ao “discurso de ódio da extrema direita”, que, segundo ele, tem sido alimentado por ações no Congresso, como a aprovação de propostas que visam deslegitimar o MST.
Teixeira criticou a recente aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de projetos que facilitam a retirada de invasores, destacando que essa situação pode agravar a violência no campo. Ele mencionou que o ataque foi motivado por um lote em disputa, onde cerca de 30 pessoas armadas atacaram os assentados, que estavam vigilantes. O ministro enfatizou a necessidade de identificar os mandantes e executores desse crime, que ele considera uma expressão do discurso de ódio contra o MST.
O governo federal está tomando medidas para enfrentar a violência no campo, como a criação da Comissão Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo, que envolve diversos ministérios. Teixeira afirmou que o Estado está retomando seu papel na proteção dos assentados e que ações de inteligência serão intensificadas para lidar com conflitos agrários. Ele também mencionou que o presidente Lula planeja visitar assentamentos assim que sua saúde permitir.
Sobre a relação do governo com o MST, Teixeira reconheceu que houve cobranças por parte das lideranças do movimento, mas destacou que a reforma agrária foi retomada e que um programa robusto está sendo implementado. Ele expressou preocupação com a aprovação de projetos anti-MST e a necessidade de evitar que essas pautas avancem no Congresso, alertando que o discurso de ódio pode resultar em mais violência. Teixeira concluiu que cabe ao presidente Lula decidir sobre possíveis mudanças na composição ministerial, em meio a pressões por maior espaço para o Centrão.
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