A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) finalizou a sindicância preliminar que investigou denúncias de assédio sexual contra o professor Alysson Mascaro. A apuração começou em dezembro de 2023, após dez alunos e ex-alunos relatarem casos de assédio ocorridos entre 2006 e 2024. A universidade decidiu afastar Mascaro temporariamente, citando “fortes indícios […]
A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) finalizou a sindicância preliminar que investigou denúncias de assédio sexual contra o professor Alysson Mascaro. A apuração começou em dezembro de 2023, após dez alunos e ex-alunos relatarem casos de assédio ocorridos entre 2006 e 2024. A universidade decidiu afastar Mascaro temporariamente, citando “fortes indícios de materialidade dos fatos”. Durante a investigação, foram ouvidos os denunciantes, uma testemunha e o próprio professor, que nega as acusações e alega falta de provas.
O relatório da sindicância foi enviado à Procuradoria-Geral da USP, que deverá decidir sobre a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), podendo resultar na exoneração do docente. Até o momento, não há investigações em curso pela Polícia Civil ou Ministério Público. O único boletim de ocorrência registrado foi feito por Mascaro, que denunciou perseguição e difamação. A defesa do professor argumenta que os relatos surgiram em um contexto de perfis falsos nas redes sociais, criando um ambiente de calúnia.
Os relatos de assédio incluem tentativas de aproximação que evoluíram para toques inadequados e propostas de encontros em sua residência. Quatro ex-alunos relataram experiências semelhantes, onde o professor inicialmente oferecia orientação acadêmica, mas posteriormente fazia avanços indesejados. Um ex-aluno descreveu um episódio em que, após um encontro, Mascaro tentou se despir e fez comentários sugestivos, o que gerou desconforto.
Vinícius Alvarenga, ex-aluno e representante discente, foi um dos responsáveis por articular a abertura da investigação. Ele afirmou que muitos alunos já tinham ouvido relatos sobre o comportamento do professor e que a mobilização foi crucial para dar suporte às vítimas. O resultado da sindicância e a possível abertura do PAD ainda dependem do parecer da Procuradoria, que não tem prazo definido para se manifestar.
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