Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cid revela que general do Exército previu ditadura de 30 anos em delação sobre Bolsonaro

- Mauro Cid revelou diálogos entre Bolsonaro e generais sobre golpe em 2022. - General Freire Gomes alertou Bolsonaro sobre consequências de um golpe autoritário. - Almir Garnier Santos, da Marinha, estava pronto para agir, dependendo do Exército. - Augusto Heleno se preocupava com a saúde mental de Bolsonaro após a derrota. - Cid afirmou que não houve planejamento concreto para um golpe por parte do GSI.

0:00
Carregando...
0:00

Em depoimento à Polícia Federal, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, revelou que os comandantes das Forças Armadas, em 2022, estavam preocupados com a possibilidade de um golpe após a derrota eleitoral de Bolsonaro. O general Freire Gomes, então comandante do Exército, alertou que um decreto para manter Bolsonaro no poder resultaria em […]

Em depoimento à Polícia Federal, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, revelou que os comandantes das Forças Armadas, em 2022, estavam preocupados com a possibilidade de um golpe após a derrota eleitoral de Bolsonaro. O general Freire Gomes, então comandante do Exército, alertou que um decreto para manter Bolsonaro no poder resultaria em um regime autoritário por “20, 30 anos”. O sigilo dos depoimentos foi levantado pelo STF, permitindo a divulgação das informações.

Cid detalhou as reuniões entre Bolsonaro e os comandantes, onde foi apresentada uma minuta para que o ex-presidente permanecesse no poder. Ele descreveu Freire Gomes como um “meio-termo” entre os oficiais, que, embora discordasse da condução pós-eleitoral, reconhecia a ausência de fraude nas eleições. O general enfatizou as consequências de um golpe, questionando como ficaria a comunidade internacional e o Congresso após uma possível vitória forçada.

O depoimento também mencionou o então comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, que estava “pronto para agir”, dependendo da adesão do Exército. O comandante da Força Aérea Brasileira, Carlos Baptista Júnior, foi o mais enfático em dissuadir Bolsonaro, afirmando que ele deveria aceitar a derrota e “fazer oposição”. Cid relatou que Baptista disse: “Presidente, o sr. entrou no jogo, o sr. quis jogar, o sr. perdeu.”

Além disso, Cid destacou a preocupação do general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI, com a “saúde mental” de Bolsonaro após a derrota. Ele revelou que Heleno frequentemente pedia para que ele ficasse no Palácio da Alvorada, pois percebia que o presidente estava mal. Cid afirmou que, apesar das visitas esporádicas de Heleno, não observou ações concretas ou planejamentos para um golpe durante esse período.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais