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Derrota histórica do SPD na Alemanha marca impopularidade de Scholz e queda no Parlamento

- O Partido Social Democrata (SPD) obteve apenas 16% dos votos, pior resultado em um século. - A derrota histórica fez o SPD cair para a terceira posição no Parlamento, atrás da CDU e AfD. - Olaf Scholz deve ceder o cargo de chanceler a Friedrich Merz, da CDU, após eleições. - O SPD enfrentou crises internas e impopularidade, com apenas 14% de aprovação em novembro de 2024. - A coalizão "semáforo" se desintegrou, levando à convocação de novas eleições antecipadas.

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Os social-democratas da Alemanha enfrentaram uma derrota histórica nas eleições antecipadas realizadas em 23 de fevereiro de 2024. O Partido Social Democrata (SPD), liderado pelo chanceler Olaf Scholz, obteve apenas 16% dos votos, o pior resultado da legenda em mais de um século. Essa queda significativa, quase dez pontos percentuais em relação à eleição de […]

Os social-democratas da Alemanha enfrentaram uma derrota histórica nas eleições antecipadas realizadas em 23 de fevereiro de 2024. O Partido Social Democrata (SPD), liderado pelo chanceler Olaf Scholz, obteve apenas 16% dos votos, o pior resultado da legenda em mais de um século. Essa queda significativa, quase dez pontos percentuais em relação à eleição de 2021, resultou na terceira posição do partido, superado pela União Democrata Cristã (CDU) e pela Alternativa para a Alemanha (AfD).

Com a nova configuração do Parlamento (Bundestag), Scholz deverá ceder o cargo de chanceler para Friedrich Merz, da CDU, embora a formação de uma coalizão possa prolongar sua permanência interina. Este resultado marca um desastre para o SPD, que foi fundado em 1875, e representa a primeira vez que o partido não ocupa as duas primeiras posições desde 1887. O último resultado abaixo de 20% ocorreu em 1933, durante a ascensão nazista.

Sob a liderança de Scholz, o SPD chegou ao poder em dezembro de 2021, após 16 anos de governo da CDU. A coalizão tripartidária formada pelo SPD, os Verdes e o Partido Liberal Democrático (FDP) enfrentou diversas crises, incluindo a pandemia e a guerra na Ucrânia, além de disputas internas que dificultaram a governabilidade. A impopularidade do governo cresceu, com apenas 14% de aprovação em novembro de 2024, levando à desintegração da aliança.

O rompimento da coalizão foi precipitado por desavenças entre Scholz e o líder dos liberais, Christian Lindner, resultando na convocação de novas eleições. Apesar da impopularidade, o SPD decidiu manter Scholz como candidato à reeleição, acreditando que a CDU poderia perder apoio durante a campanha. No entanto, a estratégia não surtiu efeito, evidenciada pelo resultado das eleições.

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