O general Walter Braga Netto está preso há 80 dias na Vila Militar, no Rio de Janeiro, após ser denunciado por envolvimento em uma suposta trama golpista no final do governo Jair Bolsonaro. Com acesso restrito a eletrônicos e poucas visitas, ele soube das acusações por meio de sua defesa e da mídia. Seu advogado, […]
O general Walter Braga Netto está preso há 80 dias na Vila Militar, no Rio de Janeiro, após ser denunciado por envolvimento em uma suposta trama golpista no final do governo Jair Bolsonaro. Com acesso restrito a eletrônicos e poucas visitas, ele soube das acusações por meio de sua defesa e da mídia. Seu advogado, José Oliveira Lima, afirmou que Braga Netto está indignado e se considera inocente, sentindo-se preso injustamente. Ele é um dos cinco denunciados que permanecem em prisão preventiva, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Braga Netto, que já ocupou cargos como Ministro da Defesa e da Casa Civil, está detido em uma sala adaptada da 1ª Divisão do Exército, com comodidades como ar-condicionado e TV. Sua segurança foi reforçada, e ele é vigiado constantemente. As visitas são limitadas a familiares e advogados, com exceções que precisam de autorização judicial. O atual comandante do Exército, general Tomás Paiva, o visitou em fevereiro, mas o encontro foi breve e protocolar, sem queixas do general.
Mensagens apreendidas pela Polícia Federal indicam que Braga Netto tentou constranger militares que não aderiram à suposta trama golpista, enviando críticas a um capitão expulso do Exército. O Exército declarou que os militares presos têm acesso a assistência religiosa, médica e psicológica, mas não divulga detalhes sobre a segurança dos detidos. As visitas foram restringidas após o tenente-coronel Mauro Cid receber um número elevado de visitas em um curto período, o que levantou preocupações sobre a razoabilidade das interações.
O general Mário Fernandes, outro preso, foi transferido para Brasília para ficar mais próximo da família. Ele também se mostrou triste e injustiçado, mas resiliente. Recentemente, sua defesa solicitou a inclusão de um computador na cela, mas o pedido foi negado. Os advogados de ambos os generais já tentaram revogar a prisão preventiva, mas os pedidos foram indeferidos por Moraes, que considera a medida necessária para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.
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