O presidente Lula recebeu, nesta segunda-feira, um telefonema do secretário-geral da ONU, António Guterres, para discutir a mobilização de líderes mundiais para a COP30, que ocorrerá em novembro em Belém, no Pará. Durante a conversa, Lula destacou a necessidade de que as novas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa estejam alinhadas […]
O presidente Lula recebeu, nesta segunda-feira, um telefonema do secretário-geral da ONU, António Guterres, para discutir a mobilização de líderes mundiais para a COP30, que ocorrerá em novembro em Belém, no Pará. Durante a conversa, Lula destacou a necessidade de que as novas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa estejam alinhadas ao objetivo de limitar o aumento da temperatura global a 1,5º C. Guterres informou que está em contato com mais de 30 países, a maioria dos quais está se preparando para apresentar suas novas metas em breve.
Como parte da Parceria Brasil-ONU por Ambição Climática, lançada em setembro, Lula e Guterres concordaram em realizar uma cúpula virtual em abril para avaliar o progresso das metas climáticas e discutir formas de fortalecer o multilateralismo diante das mudanças climáticas. Essa cúpula é vista como uma oportunidade para incentivar a elaboração de metas mais ambiciosas e promover a colaboração internacional.
A conversa entre Lula e Guterres ocorreu no mesmo dia em que o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, divulgou uma carta aberta abordando a importância da negociação multilateral em um contexto global desafiador. O documento, de 12 páginas, adota um tom otimista, enfatizando que a mudança é inevitável e que a ação proativa é essencial para evitar consequências desastrosas do aquecimento global.
Corrêa do Lago alertou que, se o aquecimento não for controlado, as mudanças serão impostas, desestruturando sociedades e economias. Ele defendeu que a escolha de mudar pode levar a um futuro mais resiliente, ao invés de um cenário ditado por tragédias. A COP30, portanto, carrega a responsabilidade de avançar nas metas de descarbonização e no financiamento necessário para a adaptação às mudanças climáticas.
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