Um novo voo com 127 brasileiros deportados dos Estados Unidos está previsto para chegar a Fortaleza, no Ceará, na manhã de hoje. Este é o quarto voo de deportados durante o segundo governo do presidente Donald Trump, com os anteriores chegando a Manaus e Fortaleza. A chegada, inicialmente programada para 9h, foi atrasada e deve […]
Um novo voo com 127 brasileiros deportados dos Estados Unidos está previsto para chegar a Fortaleza, no Ceará, na manhã de hoje. Este é o quarto voo de deportados durante o segundo governo do presidente Donald Trump, com os anteriores chegando a Manaus e Fortaleza. A chegada, inicialmente programada para 9h, foi atrasada e deve ocorrer às 11h. Os deportados passarão por um processo de triagem e receberão serviços psicológicos e sociais, além de kits de higiene e alimentação.
O governo do estado, sob a orientação do governador Elmano de Freitas, garantiu suporte para que os deportados sejam recebidos com dignidade. A operação envolve diversos ministérios do governo federal e do Ceará, incluindo as pastas da Justiça, Direitos Humanos, Defesa, Relações Exteriores e Desenvolvimento Social, além das secretarias estaduais de Direitos Humanos e Proteção Social.
Em janeiro, relatos de passageiros sobre condições degradantes em voos anteriores, como o uso de algemas e longos períodos sem alimentação, geraram críticas do governo brasileiro. As autoridades solicitaram a remoção das algemas ao receber os deportados, argumentando que essa prática é incompatível com as normas locais, o que reacendeu debates sobre as diferenças culturais e jurídicas entre Brasil e Estados Unidos.
Nos EUA, o uso de algemas é comum sob a política de “tolerância zero”, sendo justificado como uma medida de segurança. O advogado Vinicius Bicalho explicou que as algemas são utilizadas para proteger a integridade dos detidos e das autoridades. No Brasil, o uso é restrito a situações de ameaça iminente, conforme a Súmula Vinculante nº 11 do STF, que determina que algemas só podem ser usadas em casos necessários e com justificativa por escrito, refletindo uma preocupação com a dignidade humana.
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