A ONU afirmou que os desaparecimentos no México são muito comuns, com mais de 127 mil pessoas sumidas. O Comitê da ONU que cuida desse assunto decidiu levar a situação para a Assembleia Geral, algo que nunca tinha feito antes. O governo mexicano, sob a liderança de Claudia Sheinbaum, ficou surpreso e negou que haja uma política que incentive esses desaparecimentos.
No México, a situação é grave, com mais de 5.600 fossas clandestinas e uma alta impunidade, onde 99% dos casos de desaparecimento não são resolvidos. O Comitê da ONU visitou o país pela primeira vez em 2021 e notou que a situação piorou, especialmente durante o governo de Andrés Manuel López Obrador, que teve quase 50 mil desaparecimentos.
A Secretaria de Governança e a Comissão Nacional de Direitos Humanos do México criticaram as declarações da ONU, dizendo que não há uma crise de desaparecimentos e que as alegações estão fora de contexto. A CNDH, liderada por Rosario Piedra Ibarra, questionou a eficácia das investigações internacionais, mesmo reconhecendo a importância de grupos que ajudaram em casos como o de Ayotzinapa.
O presidente do Comitê, Olivier de Frouville, disse que a ativação do artigo 34 é uma resposta à informação de que os desaparecimentos forçados são sistemáticos no México. O processo para levar a questão à Assembleia Geral pode demorar algumas semanas, enquanto o governo mexicano continua a contestar as alegações, afirmando que não permite nem ordena desaparecimentos.
A Organização das Nações Unidas (ONU) reafirmou que as desaparecimentos no México são “sistemáticos e generalizados”, com mais de 127 mil pessoas desaparecidas. O Comitê contra a Desaparição Forçada da ONU, em resposta à situação, ativou um mecanismo inédito para levar o caso à Assembleia Geral. O governo mexicano, liderado pela administração de Claudia Sheinbaum, reagiu com surpresa e negação, afirmando que não existe uma política de Estado que promova tais práticas.
Dados oficiais revelam que o país enfrenta uma grave crise forense, com mais de 5.600 fossas clandestinas e um alarmante índice de 99% de impunidade para os crimes de desaparecimento forçado. O Comitê, que visitou o México pela primeira vez em 2021, destacou que a situação se agravou, especialmente durante o governo de Andrés Manuel López Obrador, que registrou quase 50 mil desaparecimentos em seu mandato.
A Secretaria de Governança e a Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) criticaram as declarações do Comitê, negando a existência de uma crise de desaparecimentos e alegando que as afirmações estão descontextualizadas. A CNDH, sob a direção de Rosario Piedra Ibarra, questionou a eficácia de investigações internacionais, apesar de reconhecer a importância de grupos como o Grupo de Investigadores Expertos Independentes (GIEI) no caso Ayotzinapa.
O presidente do Comitê, Olivier de Frouville, afirmou que a ativação do artigo 34 é uma resposta à informação de que a desaparição forçada ocorre de maneira sistemática no México. O processo para levar a questão à Assembleia Geral pode levar semanas, enquanto o governo mexicano continua a contestar as alegações, afirmando que não consente nem ordena desaparecimentos como parte de uma política estatal.
Entre na conversa da comunidade