O presidente Lula teve apenas 96 encontros com parlamentares nos primeiros 28 meses de seu governo, o menor número desde 2012. Em comparação, Jair Bolsonaro teve 502 reuniões no mesmo período. A Secretaria de Relações Institucionais disse que Lula mantém contato com congressistas em viagens e encontros informais, focando em temas importantes como a Reforma Tributária. Em 2023, ele teve 47 agendas com parlamentares, e em 2024, foram 42, com apenas sete encontros adicionais até abril de 2025. A maioria das reuniões envolveu membros do PT, com poucas exceções. O professor Leandro Consentino comentou que essa falta de interação pode dificultar a aprovação de projetos e afetar a reeleição de Lula em 2026. Membros da base governista, como o deputado Mário Heringer, expressaram insatisfação com o distanciamento do presidente em relação ao Legislativo. No entanto, há expectativa de que Lula aumente as reuniões após sua viagem ao Japão e a nomeação de Gleisi Hoffmann como nova articuladora política. Gleisi, que é próxima de Lula e do presidente da Câmara, pode ajudar a melhorar a comunicação com o Congresso em um momento crítico, com projetos importantes em discussão. A relação entre o Executivo e o Legislativo está mudando, com um Congresso mais forte e menos dependente do governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou apenas 96 encontros com parlamentares nos primeiros 28 meses de seu governo, o menor número desde a implementação da Lei de Acesso à Informação em 2012. Em comparação, seu antecessor, Jair Bolsonaro, teve 502 reuniões no mesmo período. A Secretaria de Relações Institucionais afirmou que Lula mantém contato com congressistas em viagens e encontros informais, priorizando o diálogo em temas relevantes como a Reforma Tributária.
Em 2023, Lula teve 47 agendas com parlamentares, número que se manteve em 42 no ano seguinte. Até abril de 2025, foram apenas sete encontros adicionais, totalizando 96 interações. A maioria das reuniões envolveu deputados e senadores do Partido dos Trabalhadores (PT), com raras exceções de líderes de outros partidos. O professor de Ciência Política Leandro Consentino destacou que essa postura pode dificultar a aprovação de pautas prioritárias e impactar a reeleição de Lula em 2026.
A insatisfação com o distanciamento do presidente em relação ao Legislativo é evidente entre membros da base governista. O deputado federal Mário Heringer, líder do PDT, afirmou que Lula está mais distante do Congresso do que em mandatos anteriores, o que contribuiu para derrotas em votações. No entanto, há expectativa de que o presidente aumente a frequência das reuniões após sua recente viagem ao Japão e a nomeação de Gleisi Hoffmann como nova articuladora política.
Gleisi, presidente do PT, é vista como uma “articuladora profissional” e pode ajudar a reabrir canais de diálogo com o Congresso. A mudança ocorre em um momento crítico, com projetos importantes em tramitação, como a PEC da Segurança Pública e a reforma tributária. A relação entre o Executivo e o Legislativo está em transformação, com um Congresso mais fortalecido e menos dependente do governo para a liberação de recursos.
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