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Crackdown na imigração afeta food trucks em Nova York e agrava crise alimentar

A repressão a vendedores de comida em Nova York cresce, com mais de mil multas em 2024, enquanto muitos se afastam por medo de deportação.

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Desde o início de 2025, as políticas de imigração nos Estados Unidos têm afetado os vendedores de comida de rua em Nova York. Muitos vendedores, que são imigrantes, estão com medo de serem detidos e deportados, o que fez com que muitos deixassem suas barracas e colocassem seus carrinhos em garagens. Uma pesquisa mostrou que a maioria dos vendedores de comida na cidade é composta por imigrantes, e muitos deles não têm documentos. A situação piorou com a suspensão da emissão de novas licenças e o aumento da fiscalização. O Street Vendor Project pediu à prefeitura para criar leis que protejam esses trabalhadores, como acabar com as multas por venda ilegal. Em Manhattan, muitos vendedores preferem não trabalhar a arriscar a deportação. A área de Roosevelt Avenue, famosa pela comida de rua, está sendo alvo de uma campanha da prefeitura para limpar a região, o que tem afetado a alimentação de muitos nova-iorquinos. Entre janeiro e setembro de 2024, a polícia emitiu mais de mil multas a vendedores de rua, um número maior do que no ano anterior. O clima de tensão aumentou com a colaboração do prefeito Eric Adams na repressão a imigrantes indocumentados, tornando a situação ainda mais difícil para os vendedores e para a população da cidade.

Repressão a Imigrantes Afeta Vendedores de Comida em Nova York

Desde o início de 2025, a intensificação das políticas de imigração nos Estados Unidos tem impactado diretamente os vendedores de comida de rua em Nova York. Garagens na cidade estão lotadas de veículos ociosos, refletindo o medo de detenção e deportação entre os trabalhadores.

De acordo com pesquisa recente, 96% dos aproximadamente 23 mil vendedores de comida em Nova York nasceram fora dos Estados Unidos. Cerca de 57% deles são indocumentados ou preferem não responder sobre seu status. A situação é agravada pela paralisação na emissão de novas licenças e pelo aumento da fiscalização.

A Street Vendor Project solicitou à prefeitura a aprovação de novas leis para proteger os vendedores, incluindo a revogação da responsabilidade criminal pela venda ilegal e o fim das restrições de licenças. Advogados da associação têm acompanhado vendedores ao tribunal criminal devido ao aumento das multas.

Sammy’s Garage, em Manhattan, antes vazio durante o dia, agora abriga os carrinhos de comida, com os proprietários preferindo perder renda a se expor. Um simples pedido de documentos pode levar à deportação, relata Jimmy, um vendedor de segunda geração com cidadania americana.

A área de Roosevelt Avenue, no Queens, antes conhecida pela qualidade e variedade de comida de rua, tem sido alvo de uma campanha de limpeza da prefeitura, a “Operação Restaure Roosevelt”. A ausência dos vendedores impacta o orçamento alimentar de muitos nova-iorquinos, que perdem uma opção rápida, saborosa e acessível.

O Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) emitiu 1.504 citações criminais a vendedores de rua entre janeiro e setembro de 2024, superando as 1.244 de todo o ano anterior. No primeiro trimestre deste ano, houve 600 intervenções policiais e 12 mil ações de fiscalização durante a campanha municipal.

A colaboração oferecida pelo prefeito Eric Adams à administração federal na caça a imigrantes indocumentados intensifica o clima de tensão. A combinação das políticas de imigração e as restrições à venda de rua criam um cenário desafiador para os vendedores e para a população de Nova York.

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