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Iphan propõe revisão do tombamento em Petrópolis, gerando preocupações entre moradores

Iphan revisa tombamento de Petrópolis, ampliando proteção, mas gera temor de especulação imobiliária e impactos ambientais. Moradores reagem.

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O Iphan quer revisar o tombamento do conjunto urbano de Petrópolis, no Rio de Janeiro, para ampliar a área protegida, mas também está considerando a supressão de rios e suas áreas ao redor, como os rios Bingen e Quitandinha. Isso gerou preocupações entre os moradores, que temem que cerca de 8.000 imóveis fiquem desprotegidos e que a medida permita a construção de prédios altos que não combinam com a arquitetura local. O Iphan defende que a revisão é necessária para atualizar a lei e integrar as encostas de mata atlântica ao patrimônio cultural. A Prefeitura de Petrópolis apoia a proposta, acreditando que ela pode ajudar a equilibrar a preservação com o desenvolvimento e facilitar obras contra alagamentos, um problema frequente na cidade. Petrópolis já enfrentou tragédias graves devido a chuvas e deslizamentos, como a que resultou na morte de 243 pessoas em 2022. A cidade foi planejada por Júlio Frederico Koeler, que dividiu a área em quarteirões com diferentes usos.

Iphan propõe revisão de tombamento em Petrópolis e gera debate

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) propôs uma revisão do tombamento do conjunto urbano de Petrópolis, no Rio de Janeiro. A medida visa ampliar a área protegida no centro histórico e em outros dois bairros, mas também estuda a supressão de rios e suas áreas de entorno, como os rios Bingen e Quitandinha.

História e contexto da cidade

Petrópolis, cidade histórica que abrigou a família imperial brasileira no século 19, já passou por revisões de tombamento anteriores. Dom Pedro 1° adquiriu uma fazenda na região em 1822 para construir uma residência de veraneio. A cidade foi povoada com incentivo à imigração alemã a partir da década de 1840, sob ordens de Dom Pedro 2°.

Preocupações com especulação imobiliária

A proposta do Iphan, apresentada em reunião no dia 1º de abril, gerou preocupação entre moradores. A supressão dos rios pode desproteger cerca de 8.000 imóveis do tombamento atual, segundo associações de moradores. Existe o temor de que a medida abra espaço para a ação do mercado imobiliário, com a construção de edifícios altos e com arquitetura diferente daquela vista no centro da cidade.

Iphan defende atualização da lei

O Iphan afirma que a revisão busca atualizar a lei e construir uma visão de conjunto urbano, já que o tombamento atual é considerado uma “listagem de componentes isolados”. O órgão também deseja incorporar ao tombamento as encostas de mata atlântica que cercam o município, reconhecendo-as como parte integrante do bem cultural.

Prefeitura apoia a revisão

A Prefeitura de Petrópolis apoia a revisão, afirmando que ela pode encontrar um maior equilíbrio entre preservação e desenvolvimento. A administração municipal entende que a supressão dos rios pode desburocratizar a realização de obras de proteção contra alagamentos, um problema recorrente na cidade.

Tragédias e planejamento urbano

Petrópolis, cercada por montanhas e rios, já sofreu com graves tragédias causadas por chuvas e deslizamentos. Em 2022, 243 pessoas morreram devido às fortes chuvas na cidade. O planejamento urbano de Petrópolis foi desenhado pelo alemão Júlio Frederico Koeler, contratado por Dom Pedro 2° em 1843, que dividiu a cidade em quarteirões com diferentes zoneamentos.

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