Marina Silva, ex-vice de Eduardo Campos e atual ministra do Meio Ambiente, recebeu um convite para voltar ao PSB, partido que ajudou a fundar. Esse convite surgiu após dificuldades na Rede Sustentabilidade, que Marina criou em 2013. A tensão entre ela e Heloísa Helena, líder da Rede, aumentou devido a diferenças ideológicas, com Marina defendendo uma linha mais progressista e Heloísa um ecossocialismo. A disputa interna já levou a conflitos judiciais, e a situação se agravou nas eleições municipais de 2024, onde a Rede teve um desempenho ruim. Se as coisas não mudarem, aliados de Marina consideram deixar o partido, mas ela e seu grupo afirmam que ainda querem lutar pela Rede.
Marina Silva recebe convite do PSB e avalia futuro na Rede Sustentabilidade
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, recebeu um convite para retornar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), oferecido pelo presidente da sigla, Carlos Siqueira. A proposta ocorre após derrotas internas na Rede Sustentabilidade, partido que Marina ajudou a fundar em 2013. Outros membros próximos à ministra, como a deputada estadual Marina Helou, também foram sondados para a filiação.
O retorno ao PSB representaria uma volta para Marina, que disputou a Presidência da República pela legenda em 2014, após a morte de Eduardo Campos, seu então companheiro de chapa. Naquela eleição, obteve seu melhor desempenho, alcançando o terceiro lugar. Apesar disso, a ida para o PSB não é, por ora, uma decisão tomada, dependendo de uma possível reversão do cenário na Rede.
Divergências ideológicas e disputas judiciais marcam a Rede
A tensão entre Marina e a ex-senadora Heloísa Helena, atual líder da Rede, é o principal ponto de conflito. As divergências ideológicas, que remontam a 2022, refletem visões distintas sobre os rumos do partido: uma linha “sustentabilista progressista” defendida por Marina e o “ecossocialismo” proposto por Heloísa. A disputa se intensificou com a eleição de Paulo Lamac, aliado de Heloísa, como porta-voz da sigla.
Antes mesmo da escolha de Lamac, os grupos já se enfrentavam na Justiça, com aliados de Marina questionando decisões de Heloísa e acusando-a de arbitrariedade. A direção da Rede rebateu as acusações, alegando falta de respeito às decisões democráticas. Apesar do clima de hostilidade, a estratégia do grupo de Marina é insistir na permanência no partido, buscando uma alternativa tanto ao governo quanto à oposição.
Desempenho eleitoral e futuro incerto
Em 2024, as divergências entre os grupos se manifestaram em pelo menos três capitais, com impacto nas eleições municipais. Em Pernambuco, a falta de legenda para o deputado Túlio Gadelha, aliado de Marina, e o apoio de Heloísa a uma candidata do PSOL, resultaram em um desempenho eleitoral abaixo do esperado, com apenas quatro prefeitos eleitos em todo o país – o menor número desde a fundação da Rede.
Caso as mudanças internas não ocorram, articuladores do grupo de Marina admitem a possibilidade de saída, especialmente de olho nas eleições de 2026. A ministra e seus aliados, no entanto, negam oficialmente a intenção de deixar a legenda, afirmando que lutarão pela Rede. Paulo Lamac, por sua vez, afirma que a prioridade é buscar a unidade dentro do partido.
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