A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu prender Allan Turnowski, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, após investigações que o acusam de receber propina e colaborar com contraventores do jogo do bicho. Essa decisão revoga uma liminar anterior que havia permitido sua liberdade em 2022. O ministro Edson Fachin mencionou que há indícios de que Turnowski faz parte de uma organização criminosa. Enquanto alguns ministros votaram a favor da prisão, outros foram contra. A defesa de Turnowski planeja recorrer da decisão. A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro afirma que ele atuava de forma dissimulada, obtendo informações de membros de grupos criminosos e ajudando a enfraquecer rivais.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na tarde de quinta-feira, 1°, pela prisão do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowski. A medida revoga uma liminar anterior que havia suspendido sua prisão preventiva em 2022. Turnowski é investigado por supostas ligações com contraventores e por receber propina.
O ministro Edson Fachin destacou a existência de indícios que ligam Turnowski a uma organização criminosa relacionada ao jogo do bicho. Fachin afirmou que “não parece faltar indícios da existência da organização criminosa da qual faz parte o paciente”. A votação contou com o apoio dos ministros Gilmar Mendes e André Mendonça, enquanto Dias Toffoli e Kassio Nunes votaram contra a prisão.
A defesa de Turnowski anunciou que irá recorrer da decisão, apresentando embargos de declaração e um novo habeas corpus. Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o ex-chefe da Polícia Civil atuava de forma “velada e dissimulada”, obtendo informações de membros de grupos criminosos e repassando-as para adversários.
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