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Nikolas Ferreira se aproxima da Igreja Católica com leituras e apoio a grupos tradicionalistas

Bolsonarismo cresce entre católicos com a ascensão de Nikolas Ferreira, que promove tradições da Igreja e desafia a influência progressista de Francisco.

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Nikolas Ferreira, deputado federal, tem se aproximado da fé católica e promovido obras de autores tradicionalistas. Ele compartilhou no Instagram a biografia de São Josemaría Escrivá e um livro do Padre Paulo Ricardo, que é bastante popular. Essas postagens chamaram a atenção e o levaram a ser convidado para discutir catolicismo em um evento. O bolsonarismo, que ganhou força entre os católicos, se opõe a algumas ideias do papa Francisco, que faleceu recentemente. Especialistas afirmam que a escolha do novo papa não deve mudar essa tendência. O professor Rodrigo Toniol destaca que bolsonaristas como Nikolas buscam conquistar o voto católico, além do apoio dos evangélicos. A divisão entre católicos se dá entre progressistas, conservadores e tradicionalistas, com o bolsonarismo se alinhando mais aos últimos. O contexto social e religioso no Brasil tem mudado, com uma previsão de que em breve a maioria da população será evangélica. O voto católico é considerado importante, mas sua definição é complexa. Pesquisas mostram que, nas eleições de 2022, muitos católicos apoiavam Lula. O especialista Rodrigo Coppe Caldeira acredita que o catolicismo está se inclinando mais à direita. O tradicionalismo, que se alinha com as ideias de Bolsonaro, está presente em vários grupos católicos. A CNBB, que representa os bispos, critica tanto o capitalismo quanto o marxismo, refletindo a divisão dentro da Igreja.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), conhecido por sua atuação evangélica, tem se aproximado da fé católica. Recentemente, ele compartilhou no Instagram duas obras que leu: a biografia de São Josemaría Escrivá, fundador da Opus Dei, e “Um Olhar Que Cura”, do Padre Paulo Ricardo. As postagens geraram tanto interesse que o Centro Dom Bosco o convidou para uma discussão sobre catolicismo.

Essas obras e o convite refletem a crescente influência do bolsonarismo entre os católicos, especialmente após a eleição de Jair Bolsonaro. Pesquisadores apontam que o bolsonarismo se tornou uma força política significativa na Igreja, apesar das visões progressistas do papa Francisco, que faleceu recentemente. Segundo Rodrigo Toniol, professor de antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), bolsonaristas como Nikolas Ferreira buscam conquistar o voto católico, além de manter o apoio dos evangélicos.

A ascensão do bolsonarismo na Igreja é evidente na reação de setores católicos aos posicionamentos progressistas de Francisco, como a acolhida de pessoas LGBTQIA+ e a defesa do desenvolvimento sustentável. O coordenador do Núcleo de Fé e Cultura da PUC-SP, Francisco Borba Ribeiro Neto, destaca que o bolsonarismo captou uma tendência comportamental dos cristãos, que se intensificou desde os anos 1990.

A divisão entre católicos é clara: progressistas aceitam o Concílio Vaticano II, conservadores o aceitam, mas desejam preservar certos valores, enquanto tradicionalistas o rejeitam. O voto católico, embora ainda relevante, é considerado impreciso, e a tendência é que os fiéis se inclinem mais à direita nas próximas eleições. Rodrigo Coppe Caldeira, coordenador da pós-graduação em ciência da religião da PUC-Minas, observa que a parcela bolsonarista da Igreja está se tornando mais vocal.

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