O presidente Lula está enfrentando dificuldades para escolher ministros para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Uma das candidatas, Marisa Santos, está prestes a completar 70 anos, o que a tornaria inelegível. Lula já decidiu indicar Carlos Brandão para uma das vagas e tem preferência por Maria Marluce Caldas para a outra, mas isso depende de acordos políticos em Alagoas. A pressão para aumentar a presença feminina nos tribunais também é um fator importante. A escolha de Marisa pode ser complicada, pois o Senado precisaria aprovar sua nomeação antes de sua data limite. Se Lula não agir rapidamente, a lista de candidatos pode ser reduzida, criando um impasse inédito. Além disso, a escolha de Marluce é delicada devido à sua relação familiar com o prefeito de Maceió, que é do partido de Jair Bolsonaro, mas que tem tentado se aproximar do governo atual. A situação política em Alagoas é complexa e influencia as escolhas para o STJ, que precisa de mais mulheres entre seus ministros.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta um impasse na escolha de ministros para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). A situação se agrava com a iminente inelegibilidade de Marisa Santos, que completará 70 anos em 8 de junho. A escolha de Lula é crucial, pois a Constituição proíbe a nomeação de ministros nessa faixa etária.
Lula já indicou Carlos Brandão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), para uma das vagas. A outra vaga deve ser preenchida por Maria Marluce Caldas, procuradora do Ministério Público de Alagoas, mas sua escolha depende de acordos políticos em Alagoas. A pressão por mais mulheres nos tribunais também é um fator relevante.
A demora na decisão de Lula gerou mal-estar entre os ministros do STJ. Alguns ministros criticam a lentidão do presidente, enquanto outros se articulam para elaborar uma nova lista de candidatos. Caso Marisa não seja escolhida a tempo, a lista poderá ser reduzida a apenas dois nomes, o que seria inédito.
A escolha de Brandão é apoiada por figuras políticas do Piauí, como o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Marluce, por sua vez, é tia do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, que tem buscado aproximação com o governo federal. A definição das indicações é influenciada por estratégias eleitorais para 2026, especialmente em Alagoas, onde a capital foi a única do Nordeste a votar em Bolsonaro no segundo turno de 2022.
A situação atual destaca a necessidade de aumentar a participação feminina no STJ, que atualmente conta com apenas cinco mulheres entre os 31 ministros. A escolha de Brandão e Marluce seria vista como um passo positivo nesse sentido.
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