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Companhias aéreas podem recusar transporte de animais de suporte emocional na cabine

Companhias aéreas podem recusar animais de suporte emocional na cabine, segundo decisão unânime do STJ, que destaca falta de regulamentação.

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que as companhias aéreas podem recusar o transporte de animais de suporte emocional na cabine se não seguirem as regras que elas mesmas estabelecerem. Essa decisão foi unânime e aconteceu na terça-feira. Os ministros, liderados pela relatora Isabel Gallotti, afirmaram que a falta de uma lei específica permite que as empresas definam critérios como peso e tamanho dos animais. Animais de suporte emocional ajudam pessoas com transtornos mentais, mas não têm a mesma regulamentação que os cães-guias, que passam por treinamento rigoroso e têm identificação própria. Portanto, as companhias não são obrigadas a aceitar esses animais na cabine se não atenderem aos requisitos estabelecidos.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que as companhias aéreas podem recusar o transporte de animais de suporte emocional na cabine das aeronaves. A decisão, unânime, foi tomada na terça-feira, dia treze de maio de dois mil e cinco, pela Quarta Turma do STJ. Os ministros, liderados pela relatora Isabel Gallotti, argumentaram que a falta de legislação específica permite que as empresas definam seus próprios critérios, como peso e acondicionamento.

Animais de suporte emocional são aqueles que auxiliam pessoas com transtornos mentais, ajudando a evitar crises. A ministra Gallotti destacou que, sem regras claras, as companhias têm liberdade para estabelecer normas que garantam a segurança dos voos e dos passageiros. Entre os critérios que podem ser definidos estão limites de peso e altura, além da exigência de que os animais sejam transportados em caixas apropriadas.

A decisão também fez uma distinção importante entre animais de suporte emocional e cães-guias. Enquanto os cães-guias têm regulamentação específica e passam por treinamento rigoroso, os animais de suporte emocional não possuem a mesma estrutura legal no Brasil. A ministra ressaltou que não é possível equiparar as duas categorias, dado que os cães-guias têm identificação própria e são treinados para atender às necessidades de pessoas com deficiência visual.

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