O Peru está passando por uma crise política após a renúncia do primeiro-ministro Gustavo Adrianzén e de todo o seu Gabinete. Dina Boluarte, a presidente, nomeou Eduardo Melchor Arana Ysa como novo presidente do Conselho de Ministros, mas sua escolha gerou resistência no Congresso e críticas por suas ligações com corrupção. Adrianzén havia renunciado para evitar ser censurado pelo Congresso, que estava insatisfeito com a crescente criminalidade no país. Apesar das mudanças no governo, a popularidade de Boluarte caiu drasticamente, com uma aprovação de 0% em algumas regiões. Arana, que já foi ministro da Justiça, é visto com desconfiança devido a suas conexões com um escândalo de corrupção. Desde que Boluarte assumiu a presidência, ela já trocou 66 ministros, o que preocupa o setor empresarial, que pede mais estabilidade política. O Congresso também não está disposto a apoiar o novo Gabinete, que é formado por figuras conhecidas.
O Perú enfrenta uma nova crise política após a renúncia do primeiro-ministro Gustavo Adrianzén e de todo o Gabinete, em meio a crescentes pressões do Congresso e insatisfação popular. A presidente Dina Boluarte nomeou Eduardo Melchor Arana Ysa como novo presidente do Conselho de Ministros, mas sua escolha gerou resistência no Congresso e críticas devido a supostas ligações com corrupção.
Na manhã de quarta-feira, o diário oficial El Peruano publicou a resolução das renúncias, enquanto constitucionalistas debatiam se isso configurava um vazio de poder. Adrianzén havia tentado evitar a censura do Congresso, que já preparava quatro moções contra ele por sua incapacidade de lidar com a criminalidade crescente. O governo fez mudanças em ministérios chave, mas isso não foi suficiente para evitar sua saída.
Um novo paro nacional ocorreu, protestando contra extorsões e cobranças indevidas. Embora inicialmente parecesse menos impactante, houve bloqueios de estradas e confrontos com a polícia em algumas regiões. Boluarte tomou posse do novo Gabinete com atraso, mantendo a maioria dos ministros, mas a escolha de Arana como primeiro-ministro gerou descontentamento.
Eduardo Melchor Arana Ysa, que já ocupava o cargo de ministro da Justiça, é o quarto primeiro-ministro de Boluarte. Sua nomeação é controversa, pois ele é associado a um caso de corrupção conhecido como Cuellos Blancos. A deputada Ruth Luque criticou a escolha, destacando que Arana não se opôs a leis que favorecem a criminalidade.
Desde que Boluarte assumiu a presidência em dezembro de 2022, já foram nomeados 66 ministros, resultando em uma média de apenas 13 dias por titular. O empresariado local expressou preocupação com a instabilidade política, afirmando que é necessário um mínimo de ordem para o avanço econômico. O Congresso, por sua vez, já sinalizou que não concederá voto de confiança ao novo Gabinete.
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