Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, morreu na penitenciária da Papuda em Brasília no dia 20 de novembro de 2023, após sofrer um infarto. Ele estava preso desde janeiro de 2023, acusado de participar da invasão de sedes do governo. A família reclama da falta de acesso à investigação sobre sua morte, que é sigilosa, e diz que ele não recebeu o atendimento médico necessário durante a prisão. A viúva de Clezão afirmou que ele tinha problemas de saúde graves e que os medicamentos não chegavam até ele. Em setembro de 2023, a Procuradoria-Geral da República pediu a libertação dele para tratamento, mas o pedido não foi atendido. Existem dois inquéritos investigando sua morte, um no Supremo Tribunal Federal e outro na Polícia Civil do Distrito Federal.
Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, faleceu no dia 20 de novembro de 2023, por volta das 10h, na penitenciária da Papuda, em Brasília. Ele estava preso desde 8 de janeiro de 2023, acusado de envolvimento na invasão de sedes governamentais, incluindo o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. A causa da morte foi um infarto.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo sobre os atos golpistas, ordenou uma investigação sobre as circunstâncias da morte de Clezão. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicou a presença de sangue na boca e no queixo do empresário. A família, no entanto, reclama da falta de acesso à investigação, que é sigilosa. O advogado Ezequiel Silveira destacou que a família só tomou conhecimento do processo após um ex-companheiro de cela ser notificado para depor.
A viúva de Clezão, Edjane Duarte da Cunha, confirmou que ele sofria de vasculite na aorta, uma condição cardíaca grave, além de diabetes e hipertensão. Ela afirmou que os medicamentos necessários não eram fornecidos durante a prisão e que, em momentos de crise, ele era levado para uma área isolada em vez de receber atendimento médico adequado.
Investigação em Andamento
Em setembro de 2023, a Procuradoria-Geral da República se manifestou a favor da libertação provisória de Clezão para tratamento de saúde, mas o pedido não foi atendido por Moraes. O advogado questiona: “O que Alexandre de Moraes quer esconder da família?” Atualmente, existem dois inquéritos em andamento sobre a morte do empresário: um sob a responsabilidade da Polícia Federal, que é sigiloso, e outro da Polícia Civil do Distrito Federal.
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