Paulo Figueiredo, ex-apresentador da Jovem Pan e neto do último presidente da ditadura militar, será julgado à revelia pelo Supremo Tribunal Federal por não ter apresentado defesa e por morar nos Estados Unidos. Ele é o único réu de um grupo específico na denúncia que o acusa de participar de planos contra o governo atual. A Defensoria Pública da União não aceitou defendê-lo, alegando dificuldades para contatá-lo. A Procuradoria-Geral da República afirmou que Figueiredo usou sua influência na mídia para atacar generais e pressionar o Exército a apoiar a desestabilização do governo. O relator do caso, Alexandre de Moraes, pediu à Defensoria que o representasse, mas a recusa impede o andamento normal do processo. Enquanto isso, o STF já aceitou as denúncias contra outros 12 denunciados, incluindo militares, que são acusados de um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
O ex-apresentador da Jovem Pan, Paulo Figueiredo, será julgado à revelia pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito da trama golpista. Ele não apresentou defesa e reside nos Estados Unidos. Figueiredo é neto do último presidente da ditadura militar, João Batista Figueiredo, e foi denunciado há três meses por sua suposta participação em planos contra o governo atual.
A Defensoria Pública da União (DPU) se recusou a assumir sua defesa, alegando dificuldades em contatá-lo. Com isso, Figueiredo se torna o único réu do quinto núcleo da denúncia, o que pode levar a um julgamento sem sua presença ou contestação. A expectativa é que o STF prossiga com o caso, mesmo sem a defesa do acusado.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) destacou que Figueiredo utilizou sua influência na mídia para amplificar ataques a generais e promover a adesão ao golpe. Ele é acusado de vazar documentos para pressionar o Alto Comando do Exército a apoiar a tentativa de desestabilização do governo. Em fevereiro, após ser denunciado, Figueiredo expressou estar “honrado” por figurar na acusação.
Situação no STF
O relator do caso, Alexandre de Moraes, solicitou à DPU que representasse Figueiredo, mas a recusa da Defensoria impede o andamento normal do processo. A PGR já denunciou 34 pessoas envolvidas na trama, e Figueiredo foi separado em um núcleo distinto para não atrasar o julgamento dos demais réus.
Nesta terça-feira, 20, a Primeira Turma do STF iniciará o julgamento de outros 12 denunciados, incluindo 11 militares e um agente da Polícia Federal. Esses indivíduos são acusados de um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin. O STF já aceitou as denúncias contra os dois primeiros núcleos do processo, que incluem figuras proeminentes da gestão anterior.
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